"Que o que aconteceu na Libertadores seja o 11 de setembro da Argentina"

"Que o que aconteceu na Libertadores seja o 11 de setembro da Argentina"

Presidente do River Plate deixou duras críticas à "barra brava" do clube e garante que nada tem a ver com o grupo de adeptos mais radicais.

River Plate e Boca Juniors vão finalmente entrar em campo e decidir quem levanta a Taça Libertadores no domingo, em Madrid, depois dos incidentes que conduziram ao adiamento da segunda mão da final.

Em entrevista ao El País, Rodolfo D'Onofrio, teceu duras críticas à "barra brava" do River, garantindo que não há qualquer ligação entre o clube e a falange de adeptos mais radicais.

"O que é um barra brava? É um delinquente que não devia poder entrar num estádio", começou por atirar o presidente dos "millonarios", prosseguindo:

"Não há qualquer relação [entre clube e a barra brava]. Juro pelos meus filhos. Há que pôr um fim a esta gente que está ligada às questões políticas. Em qualquer manifestação, lá estão eles. Que o que se passou nesse sábado seja o 11 de setembro da Argentina. Mas têm que passar a bola ao Governo, temos que lutar de forma conjunta, sozinhos não conseguimos", afiançou D'Onofrio, que não encontra explicação para o facto de terem sido encontrados 300 bilhetes para o "superclássico" em casa do líder da barra brava.

"Não tenho conhecimento da entrega de qualquer bilhete à barra brava. A Justiça é que tem de investigar isso, já fornecemos toda a informação que podíamos fornecer", rematou o dirigente máximo do River Plate.