Presidente da Liga espanhola pode queixar-se à UE pelo fair play financeiro

Presidente da Liga espanhola pode queixar-se à UE pelo fair play financeiro

Javier Tebas pretende denunciar PSG e Manchester City por incumprimento das regras do fair-play financeiro

O presidente da Liga espanhola, Javier Tebas, disse que pondera queixar-se à União Europeia de violações das regras do fair-play financeiro por parte do Paris Saint-Germain (França) e do Manchester City (Inglaterra).

"Se a UEFA não agir, teremos de nos queixar à União Europeia", disse o dirigente aos jornalistas, explicando que tem "a certeza que estão a violar as regras".

Em agosto, La Liga queixou-se à UEFA da entrada de fundos externos nos franceses do Paris Saint-Germain e nos ingleses do Manchester CIty, com o organismo de cúpula do futebol europeu a abrir um inquérito informal em setembro.

O processo da UEFA teve em vista a transferência do brasileiro Neymar do Barcelona para o PSG, pela verba recorde de 222 milhões de euros, e do francês Kylian Mbappé, que foi emprestado pelo Mónaco aos parisienses num negócio com opção de compra obrigatória no valor de 180 milhões de euros.

Segundo Tebas, os franceses estão a violar as regras do fair-play financeiro "há quatro anos", enquanto o Manchester City o faz "numa escala mais pequena, uma vez que jogam na ligainglesa, em que os direitos televisivos são muito mais altos e a competição tem mais valor que o campeonato francês".

"Nos últimos cinco anos, os dois clubes que mais contrataram e mais gastaram dinheiro são o Paris Saint-Germain e o City", acrescentou.

O fair-play financeiro foi introduzido pela UEFA para impedir que os clubes obtivessem financiamento indevido, sendo que os emblemas que participem nas competições europeias não podem apresentar um prejuízo maior do que 30 milhões de euros ao fim de três anos.

As sanções podem levar à exclusão da Liga dos Campeões ou da Liga Europa, e o Paris Saint-Germain já 'sofreu' com a regra, sendo sancionado em 2014 devido a um patrocínio do Turismo do Qatar que a UEFA considerou elevado.