Pelé recorda Gordon Banks: "Fico contente por ele ter defendido aquele meu cabeceamento"

Pelé recorda Gordon Banks: "Fico contente por ele ter defendido aquele meu cabeceamento"

No Mundial de 1970, num encontro entre Brasil e Inglaterra, Gordon Banks fez aquela que foi designada como a defesa do século.

Pelé prestou homenagem a Gordon Banks, ex-internacional inglês que faleceu esta terça-feira, aos 81 anos, e revelou que a defesa do guarda-redes a um cabeceamento seu, no Mundial'70, foi o início da amizade entre ambos.

"Apesar de ter sido uma defesa fenomenal, recordo o Gordon Banks por ter sido uma pessoa amável e calorosa. Por isso, fico contente por ele ter defendido aquele meu cabeceamento, porque esse momento deu início a uma amizade entre nós", escreveu o 'Rei', nas redes sociais.

No Mundial de 1970, num encontro entre Brasil e Inglaterra, Gordon Banks fez aquela que foi designada como a defesa do século, tirando com uma palmada a bola junto à linha, após um cabeceamento picado do brasileiro Pelé.

Para Pelé, de 78 anos, aquela continua a ser "a melhor defesa de sempre", sendo que o próprio lembrou que "já estava preparado para festejar o golo, quando, de repente, apareceu aquele 'fantasma azul'".

"Ainda hoje, quando revejo aquela jogada, não consigo acreditar no que vejo", referiu Pelé.

O antigo avançado canarinho terminou o testemunho revelando "grande tristeza" pela perda do amigo: "Descansa em paz, meu amigo. Foste um guarda-redes fenomenal, mas foste muito mais que isso. Foste um excelente ser humano."

O guarda-redes internacional inglês Gordon Banks, campeão mundial em 1966, morreu aos 81 anos, informou hoje o Stoke City, citando a família do antigo futebolista.

Gordon Banks, nomeado seis vezes pela FIFA o guarda-redes do ano, foi 73 vezes internacional por Inglaterra e fez parte da equipa campeã mundial em 1966, depois de vencer Portugal na meia-final (2-1) e a Alemanha na final em Wembley (4-2, após prolongamento).

Na carreira, o guarda-redes inglês passou pelo Chesterfield, equipa em que começou nos juniores, Leicester e Stoke City.

Aos 35 anos, foi forçado a deixar de estar ao mais alto nível, depois de um acidente que lhe tirou parte da visão do olho direito, mas ainda jogou pelos norte-americanos do Cleveland Stokers, sul-africanos do Hellenic e irlandeses do St.Patricks.