Novos dados sobre a morte do jogador do São Paulo: confira o que já se sabe

Novos dados sobre a morte do jogador do São Paulo: confira o que já se sabe

O caso dura desde 27 de outubro, dia em que a polícia brasileira anunciou estar a investigar a morte do futebolista do São Paulo Daniel Corrêa Freitas, que faleceu na sequência de ferimentos causados por uma arma branca, anunciaram fontes oficiais.

O QUE ACONTECEU

Daniel Corrêa, de 24 anos e que estava emprestado ao São Bento, foi encontrado morto no sábado numa zona rural da cidade de São José dos Pinhais, em Curitiba, capital do estado do Paraná.

A polícia Civil de Paraná informou que as investigações estão "avançadas", sendo que, segundo os órgãos de comunicação locais, o jogador estava desnutrido e apresentava sinais de tortura.

JOGADOR ESTAVA EMBRIAGADO QUANDO FOI ASSASSINADO

O ex-jogador do São Paulo tinha 1,34 gramas de álcool no sangue quando foi assassinado.

Daniel Corrêa foi brutalmente assassinado no dia 27 de outubro e, nesta terça-feira, Amadeu Trevisan, polícia responsável pelo caso, afirmou à imprensa brasileira que o jogador se encontrava "bastante embriagado" e "totalmente indefeso". O ex-jogador de São Paulo e Botafogo tinha 1,34 gramas de álcool no sangue quando foi assassinado.

EMPRESÁRIO APONTADO COMO HOMICIDA

Edison Brittes Júnior está a ser apontado como o homicida de Daniel Corrêa e terá confessado o crime às autoridades brasileiras, alegando "ter surpreendido Corrêa quando este tentava violar a esposa, Cristiana". O jogador foi encontrado num descampado, tendo sido torturado e mutilado, antes de morrer.

MENSAGENS NO WHATSAPP COMPROMETEM JOGADOR

Saíram à luz nesta segunda-feira as últimas mensagens de WhatsApp enviadas por Daniel Correa, jogador do São Paulo assassinado a sangue frio na passada semana alegadamente por Edison Brittes Júnior. Nas mensagens, o jogador, que tinha marcado presença na festa dos 18 anos da filha do presumido assassino, disse ao amigo que ia "comer a mãe da aniversariante com o pai também em casa", ao que o amigo respondeu que o jogador poderia acabar por ser "expulso da casa".

O presumido homicida, refira-se, terá confessado o crime, alegando ter "surpreendido Daniel Correa quando este tentava violar a esposa, Cristiana".

DIVULGADAS GRAVAÇÕES DE EDISON BRITTES, O ALEGADO ASSASSINO

Depois da divulgação das últimas mensagens enviadas por WhatsApp de Daniel Corrêa, jogador do São Paulo que foi encontrado morto, a imprensa brasileira divulgou NA terça-feira o conteúdo e várias gravações trocadas por Edison Brittes Júnior, que confessou ter assassinado o futebolista. Durante a conversa com um amigo, o empresário afirmou que o jogador ficou pouco tempo na festa de aniversário da filha, Allana Brittes, e foi embora sem dar qualquer tipo de explicação.

"Não sabemos o que aconteceu. Ele [Daniel] foi embora, ficou no telemóvel e foi embora. Tu viste o tamanho do terreno aqui de casa. Ele saiu, foi para a frente e não vimos mais nada", afirmou Edison Brittes, o alegado autor do crime, num áudio que terá sido enviado poucas horas depois do homicídio.

"Queremos ajudar de qualquer forma. (...) Estamos desesperados, estávamos muito bêbedos, a minha filhinha está desesperada, está em choque, tive que lhe dar um calmante", acrescentou o empresário, que, na última quinta-feira, confessou ter cometido o crime, alegando que a sua esposa tinha sido alvo de tentativa de violação por parte de Daniel.

MÃE E FILHA REVELAM PORMENORES DO CRIME

Edison Brittes Júnior, a esposa Cristiana e a filha Allana estão entre os indiciados pelo homicídio de Daniel Corrêa, jogador do São Paulo que foi encontrado morto num descampado, com sinais de tortura e os genitais mutilados. O jornal Tribuna do Paraná divulgou os depoimentos das duas mulheres, que aprofundaram o cenário do crime quando questionadas pela polícia.

Cristiana contou que acordou com Daniel deitado sobre o seu corpo e, assustada, começou a gritar. Ao ouvir os gritos, o marido, Edison, terá entrado no quarto e começou a agredir o jogador, já depois da esposa deixar a divisão. O empresário, que confessou o crime, terá sido ajudado por outros três indivíduos.

Daniel foi então colocado na mala do carro de Edison, relatou Cristiana Brittes, e, quando voltaram, ninguém falou sobre o sucedido. Nos dias que se seguiram, Edison revelou que tinha a intenção de se entregar.

Allana, a filha do casal Brittes, corroborou o testemunho da mãe, garantindo que ouviu os gritos da mãe e que, do lado de fora da casa, a mãe lhe disse que o futebolista do São Paulo a tinha tentado violar. Ao relato da saída do pai de carro, com Daniel na mala, a jovem acrescentou que Edison ia munido de uma caixa de ferramentas.

De recordar que os três, Edison, Cristiana e Allana, foram indiciados pelo homicídio qualificado de Daniel.

"O pai dizia que o Daniel estava na cama em que ele dorme com a mulher, mãe das filhas"

Allana Brittes confirmou em grande parte a versão contada pela mãe, Cristiana, quanto ao homicídio macabro de Daniel Corrêa, assassinado brutalmente por Edison Brittes na madrugada de 27 de outubro. A filha do casal, que também foi detida pela Policia Civil de São José dos Pinhais, na região de Curitiba, revelou que conhecia Daniel há cerca de um ano e cinco meses e que mantinha apenas uma relação de amizade com o ex-jogador do São Paulo.
No seu depoimento, Allana afirmou que Daniel não esteve próximo da família nem dos restantes convidados na discoteca, tendo ficado mais na área VIP do que no camarote. Depois da festa, onde festejava os seus 18 anos, Allana garantiu ter saído da discoteca sem convidar ninguém para sua casa, tendo até dito a uma amiga "que não ia ter festa em casa". Segundo Allana, Lucas "Mineiro" ligou a dizer que ia passar por casa da família Brittes, tendo aparecido acompanhado por Daniel e outras amigas.

Porém, a jovem contrariou o depoimento da mãe, que garantiu ter ido dormir depois de chegar a casa. A filha de Cristiana contou que ajudou a mãe a vestir uns calções de ginásio e que as duas voltaram para a área da festa, onde continuaram a beber e a dançar. Depois, Edison terá feito um ovo para Cristiana e que foi aí que a mãe foi dormir, tendo o pai saído para comprar mais bebidas.

Pouco depois, Allana terá ouvido gritos de várias pessoas, acabando por encontrar Daniel "deitado na cama dos pais, apenas com uma camisola vestida e sem dizer nada". A jovem contou que o pai "estava a segurar Daniel pelo pescoço, como se o estivesse a enforcar", tendo-lhe pedido para "parar de o agredir". Foi aí que Edison terá mandado a filha sair do quarto, tendo Allana encontrado a mãe do lado de fora de casa. Nessa altura, Cristiana terá contado à filha que Daniel a tentou violar.
"O pai dizia que Daniel estava na cama dele, na cama que ele dorme com a mulher, mãe das filhas dele e perguntou no que é que ele estava a pensar", pode ler-se no depoimento de Allana. A jovem contou também que viu o rapaz a ser arrastado para o lado de fora da casa, acabando por ser agredido novamente pelo pai. Depois, Allana afirmou ter visto o pai a colocar o carro próximo de Daniel e a abrir a mala, mas disse não se lembrar se viu o pai a colocar o jogador lá dentro. Porém, apesar de não ter visto o pai pegar numa faca antes de sair, Allana confirmou que Edison levava no carro uma caixa de ferramentas, possivelmente utilizadas para mutilar os órgãos genitais de Daniel Corrêa.

No mesmo depoimento, a jovem contou que o pai lhe pediu que inventasse uma história, nomeadamente "que o rapaz estava na festa da sua casa, mas que havia saído pelo portão e tomado rumo incerto".

"Acordei com o Daniel excitado sobre o meu corpo": os detalhes do depoimento da mulher do homicida

Os depoimentos de Cristiana e Allana Brittes, esposa e filha do homem que confessou ter assassinado Daniel Corrêa, foram reproduzidos na íntegra pelo jornal Tribuna do Paraná. As duas mulheres foram ouvidas na segunda-feira pela Polícia Civil de São José dos Pinhais, encarregue de investigar o violento homícidio do ex-jogador do São Paulo, e as versões coincidem.

Ambas referem que a festa dos 18 anos de Allana decorreu de forma tranquila no dia 26 de outubro numa discoteca no Brasil, mas que Daniel se fez de convidado para continuar a festa em casa da família Brittes. Foi aí que Daniel terá sido apanhado em cima de Cristiana, numa alegada tentativa de violação que terá dado início às agressões de Edison Brittes.

No depoimento, Cristiana afirma que nunca tinha conversado com Daniel, apesar de já o ter visto na festa de Allana em 2017. Segundo a imprensa brasileira, Allana vestiu os calções de pijama à mãe sem retirar a roupa que Cristiana tinha usado durante a festa na discoteca, deixando-a no quarto. Nessa altura, Edison teria saído para ir buscar bebidas depois de ter recebido Daniel, o amigo Lucas "Mineiro" e mais três amigas. Foi na ausência de Edison que uma prima de Cristiana, que estava hospedada na casa da família Brittes, terá visto Daniel entrar no quarto do casal, tendo o ex-jogador alegadamente comentando que ia apenas "fazer xixi". No entanto, Daniel não saiu do quarto.

Cristiana revelou que acordou com o ex-jogador deitado sobre o seu corpo e, assustada, começou a gritar. A esposa do homicida alegou que Daniel estava "excitado, com o pénis ereto e a usar apenas os boxers, passando a mão pelo corpo e dizendo: 'calma, é o Daniel'". No mesmo depoimento, Cristiana afirma que Daniel estava com "o pénis de fora e esfregava-o no meu corpo", mas que nunca lhe chegou a tirar a roupa. Foi aí que, aos gritos, Cristiana pediu socorro, tendo sido Edison a primeira pessoa a entrar no quarto. Deparado com a cena, o marido de Cristiana terá agarrado Daniel pelo pescoço e começado as agressões, numa altura em que a mulher saiu pela janela do quarto.

As agressões, conta Cristiana, foram levadas a cabo pelo marido e por mais três homens, mas a mulher revelou que tentou que Edison parasse de agredir o ex-jogador do São Paulo. No depoimento, Cristiana revela que só se lembra de ver Daniel já na parte de fora da casa, caído no chão e sem conseguir dizer nada, afirmando também não saber quem colocou Daniel dentro da mala do carro nem se Edison pegou ou não numa faca dentro de casa.

Quando o marido e os três homens regressaram a casa, depois de terem largado o corpo mutilado do jogador num matagal, Cristiana afirma que nenhum deles falou sobre o sucedido, falando também sobre as manchas de sangue que ficaram em casa dos Brittes, afirmando não saber dizer "quem foi responsável por limpar tal sujeira e que nenhum outro local foi sujo por sangue".

MOTO DO HOMICIDA PERTENCE A TRAFICANTE DE DROGA

A Polícia Civil do Paraná apreendeu, esta sexta-feira, uma moto que pertencia a Edison Brittes Júnior, presumível autor do homicídio de Daniel Corrêa, que jogou no São Paulo.

Segundo o jornal brasileiro "Lance", a moto que foi apreendida está em nome de um traficante de droga, Celso Quevedo, que se encontra a cumprir pena de prisão.

No Instagram de Edison Brittes há fotografias do próprio com a mulher, Cristiana Brittes, em concentrações de motards com a moto em questão.

Em 2015, Edison foi apanhado pelas autoridades brasileiras a conduzir um carro roubado no ano anterior. Em defesa, o advogado do empresário afirmou que Edison tinha comprado o carro sem saber que tinha sido furtado.

"VOLTOU PARA O CARRO COM UMA FACA NA MÃO E SUJO DE SANGUE"

Os depoimentos de David Willian Silva, de 18 anos, e Igor King, de 19, dois dos quatro ocupantes da viatura que transportou o jogador para o mato onde acabou por falecer, deram mais pormenores acerca do homicídio do passado dia 27. De acordo com David, a ideia inicial era de largar o jogador, que na altura se encontrava na mala da viatura, nu no meio da rua. "Tudo estava tranquilo dentro do carro, a intenção era deixar o Daniel no meio da rua para passar vergonha. O Edison trazia consigo um telemóvel, que eu não sabe se era dele ou não. Ele estava normal e, ao ver algo no aparelho celular, ficou descontrolado e disse que mataria o Daniel", contou o jovem de 18 anos, num depoimento tornado público pela imprensa brasileira.

"O Edison voltou ao carro com uma faca na mão, todo sujo de sangue, uma faca de cozinha, não de serra, com um tamanho semelhante ao comprimento de uma folha de papel (A4). Eduardo tinha pequenos salpicos de sangue nas calças, mas Edison estava bem sujo, com as mãos todas ensanguentadas", contou David.

HOMICIDA UTILIZOU O TELEMÓVEL DE HOMEM ASSASSINADO PARA DAR PÊSAMES À FAMÍLIA DE DANIEL

Edison Brittes, homicida confesso do futebolista Daniel Côrrea, dos quadros do São Paulo, usou o telemóvel de um homem assassinado em 2016 para dar os pêsames à família da vítima. A informação surge no Globoesporte e é dada com base no promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná, João Milton Sales.

De acordo com o referido promotor, a vítima de 2016 foi assassinada em São José dos Pinhais, no Região Metropolitana de Curitiba, a mesma cidade onde Daniel perdeu a vida.

CONVIDADOS OBRIGADOS A LIMPAR SANGUE

O assassino terá obrigado vários convidados, que estavam presentes na festa que deu em casa, a limpar manchas de sangue que resultaram da agressão que o jogador do São Paulo foi vítima, antes de ser levado na mala de um carro. A imprensa brasileira dá conta de um testemunho de uma jovem de 19 anos, que estava presente na festa, e que terá visto um colchão a ser cortado, na zona onde estava manchado de sangue, sendo esses pedaços depois queimados. Evelly Brisola Perusso, amiga da filha de Edison Brittes, foi chamada a depor pela polícia e confessou ter trocado beijos com Daniel durante a festa e que Cristiana, mulher do empresário, tentou intervir a favor do futebolista pedindo que o marido não fizesse nada.

DETENÇÃO DE OUTRO SUSPEITO DEU CONFUSÃO

A polícia brasileira deteve o sétimo suspeito de envolvimento na morte de Daniel Corrêa, jogador do São Paulo. Eduardo Purkote, de 18 anos, terá ajudado a agredir Daniel e foi detido num condomínio de luxo na cidade de São José dos Pinhais. Além disso, os depoimentos recolhidos pelas autoridades revelam que terá partido o telemóvel do jogador, arrombado a porta do quarto de Cristiana (esposa de Edison Brittes, o alegado homicida) e de ter entregado a faca utilizada no crime.

Contudo, a operação policial de detenção acabou por resultar em algo insólito.

De acordo com o jornal Lance, um outro indivíduo, também chamado Eduardo Purkote, com 20 anos, apresentou-se no posto policial com o documento de identificação, mas para prestar um esclarecimento. Em entrevista à rádio Massa, Purkote (o não suspeito) contou que tem recebido chamadas de pessoas que o identificam como o suspeito homónimo envolvido no crime.

Como se não bastasse, há mais coincidências: os dois indivíduos têm irmãos gémeos e moram na mesma cidade. A diferença entre ambos, além da idade, é um dos apelidos: Chiurotte, pertencente ao suspeito detido.

QUATRO INDICIADOS POR HOMICÍDIO QUALIFICADO POR TORTURA E OCULTAÇÃO DE CADÁVER

A Polícia Civil do Paraná vai indiciar Edison Brittes e outros três indivíduos por homicídio qualificado por tortura e ocultação de cadáver no caso da morte de Daniel Corrêa, jogador do São Paulo que foi encontrado morto no meio do mato e com sinais de mutilação.

A informação foi avançada pelo site UOL, que adianta que, além do autor confesso do crime, Igor King, Eduardo Henrique Ribeiro e David Vollero, todos detidos, também serão indiciados, uma vez que seguiam no carro que levou Daniel para o mato onde foi encontrado já sem vida, em São José dos Pinhais, a 27 de outubro.

Allana Brittes e Cristiana Brittes, filha e esposa de Edison, respetivamente, também serão indiciadas por fraude no curso do processo e coação de testemunhas. Eduardo Purkote, outro dos cúmplices, que foi detido na semana passada, será indiciado por lesão corporal grave.