"Foram com o objetivo de o segurar, fazer a castração e deixá-lo ao relento"

"Foram com o objetivo de o segurar, fazer a castração e deixá-lo ao relento"
Hugo Sousa

Um dos homens suspeitos de ter participado no crime que vitimou Daniel Corrêa confessou à polícia que o plano inicial passava por mutilar o jogador e deixá-lo abandonado, mas não correu como o previsto.

Eduardo Henrique da Silva, um dos suspeitos de ter participado no crime que vitimou Daniel Corrêa, ex-jogador do São Paulo, contou à polícia que o plano montado, e do qual fez parte, passava por castrar Daniel e não matá-lo, como acabou por acontecer. A fúria de Edison Brittes - que já confessou a autoria do crime, justificando-o como resposta a uma alegada tentativa de violação do jogador à esposa, Cristiana Brittes - terá descontrolado a situação, ainda de acordo com o depoimento à polícia feito por Eduardo, que é primo de Cristiana, e confirmado pelo seu advogado à Imprensa brasileira.

Segundo esta versão, além de Eduardo e Edison, outros dois cúmplices juntaram-se para tratar do assunto. O jogador terá sido colocado na bagageira de uma viatura para ser transportado até uma zona rural de São José dos Pinhais, onde viria a ser encontrado sem vida.

"Foram com o objetivo de o segurar, fazer a castração e deixá-lo ao relento para que procurasse ajuda, mas não matá-lo", garantiu Edson Stadler, advogado de Eduardo que validou à Imprensa o depoimento prestado pelo cliente à polícia.

A dada altura do trajeto, contou, Edison teria ficado ainda mais alterado e violento depois de ver no telemóvel de Daniel Corrêa fotos que este terá enviado a um amigo e nas quais aparecia na cama com Cristiana. Assim que parou o carro, contou Eduardo às autoridades brasileiras, Edison Brittes foi à bagageira e, em vez de prosseguir com o planeado ataque aos órgãos genitais do jogador, golpeou-o com uma faca no pescoço e só depois o terá castrado, abandonando-o de seguida (e com a ajuda de todos) num local ermo. O delegado que investiga o caso, Amadeu Trevisan, disse aguardar o relatório do Instituto de Médico Legal para validar esta sequência dos factos.

O corpo foi encontrado a 27 de outubro e, daí em diante, a polícia tem montado o puzzle do crime, nele se incluindo um vídeo onde se vê a família Brittes (Edison, Cristiana e também a filha, Allana) num encontro com os suspeitos de envolvimento no crime para acertarem a versão a contar às autoridades e que, agora, começa a não bater certo.