"Dormíamos três ou quatro no mesmo colchão e passávamos frio"

"Dormíamos três ou quatro no mesmo colchão e passávamos frio"

Herrera teve de lutar para alcançar o sonho de ser futebolista. Um percurso recordado numa entrevista ao jornal espanhol "As".

Hector Herrera concedeu uma entrevista ao jornal espanhol "As", numa conversa onde recuou na carreira e falou do sonho de ser futebolista. Um caminho que não foi fácil e que o levou a pensar numa vida nos Estados Unidos, onde os pais estavam, para trabalhar nas obras. Aos 14 anos seguiu para um centro de formação, bem longe de quem mais amava. Foi cedido pelo Pachuca ao Atlante.

"O clube não nos ajudava em nada, estive praticamente seis meses sozinho. Dormíamos três ou quatro no mesmo colchão. Éramos muitos numa casa pequena, passávamos frio. Mas sabia que tinha que passar por estas dificuldades para depois colher os frutos. Isso tudo por que passei ajudou-me a ser a pessoa que sou hoje: forte, consciente que as coisas não são fáceis", referiu Herrera, que teve de começar por baixo e contou outro episódio.

"Estava no Pachuca e o clube emprestou-me por seis meses ao Tampico. A minha mulher estava grávida do nosso primeiro filho e eu não sabia como seria o meu futuro. O Tampico não nos pagava e eu não podia jogar apenas por amor à camisola. A minha mulher e eu falámos, eu queria seguir o meu sonho. Ela apoiou-me e depois acabei por voltar ao Pachuca e ter a minha oportunidade", contou. "Vamos fazer algo juntos, vamos em frente", apoiou a companheira.

Herrera venceu na vida e hoje é um dos mais cotados jogadores mexicanos. Saiu para o futebol europeu, brilhou no FC Porto e vai agora alinhar no campeonato espanhol.