Adriano: "Não parava de beber e chegava bêbado aos treinos"

Adriano: "Não parava de beber e chegava bêbado aos treinos"

O antigo avançado brasileiro revelou a fase complicada que atravessou após a morte do pai

Adriano, antigo avançado brasileiro conhecido como o Imperador, concedeu uma entrevista à revista R7, do Brasil, na qual admitiu os problemas sérios que atravessou em Itália, quando estava ao serviço do Inter.

O pai do ex-futebolista foi encontrado morto numa favela, em 2004, numa situação que deixou Adriano completamente desorientado.

"Só eu sei aquilo que sofri. A morte do meu pai deixou um enorme vazio na minha vida. Senti-me muito sozinho. Depois da sua morte tudo ficou pior, porque senti que estava totalmente isolado. Estava sozinho em Itália, triste, deprimido e comecei a beber", admitiu Adriano. A situação, claro, teve influência no desempenho desportivo.

"Só estava feliz quando bebia, bebia tudo o que ia às mãos. Vinho, whiskey, vodka e cerveja. Não parava de beber e tive de deixar o Inter. Não sabia como esconder, chegava bêbado os treinos matinais e depois era levado pelos médicos para a enfermaria. O clube dizia à comunicação social que eu tinha problems musculares", afirmou o antigo internacional brasileiro, que jogou, além do Inter, na Fiorentina, Parma e Roma, na Europa.

Contudo, foi no Brasil que Adriano, hoje com 36 anos, reencontrou a felicidade.

"O problema eram as pessoas à minha volta, amigos que não faziam outras coisas a não ser levarem-me para festas com mulheres e álcool. Ao regressar ao Brasil abdiquei de milhões, mas ganhei felicidade", referiu Adriano, que no país natal representou o São Paulo, Flamengo, Corinthians e Atlético Paranaense.