FIFA recua no limite de idade e avança contra o racismo

FIFA recua no limite de idade e avança contra o racismo
Lusa

Comité executivo adiou a questão do limite de idade e dos mandatos dos seus dirigentes, ao mesmo tempo que apoiou medidas mais duras para o racismo.

O comité executivo da FIFA, que está a preparar o congresso do organismo nas ilhas Maurícias, adiou a questão do limite de idade e dos mandatos dos seus dirigentes e endureceu o discurso contra o racismo. O debate sobre a fixação de um limite de idade e de mandatos no seio da FIFA estava previsto na ordem de trabalhos do congresso de quinta (abertura) e sexta-feira (sessões) nas ilhas Maurícias, mas foi adiado para a reunião magna de 2014, em São Paulo, Brasil, indicou o organismo máximo do futebol mundial após uma reunião do seu comité executivo.

"Como não se chegou a qualquer consenso" sobre a matéria entre as federações e confederações que integram a FIFA, "foi requerida uma análise mais cuidada", explicou o comunicado. O texto pede ainda ao congresso, que reúne 209 federações que compõem a FIFA, para "recolocar estas questões na agenda de 2014, através de propostas concretas".

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, 77 anos, reeleito para um quarto mandato em 2011, manifestou-se na segunda-feira contra o princípio da limitação da idade, sustentando que "a paixão" é o que mais conta e chegando mesmo a referir a palavra "discriminação". Em janeiro, numa declaração comum, as federações filiadas na União Europeia de Futebol (UEFA) defenderam um limite de idade de 72 anos.

Blatter, que anunciou inicialmente que não se candidataria a novo mandato em 2015, foi depois menos taxativo quanto à sua continuidade, pelo que as suas intervenções estão a criar grande expetativa, numa altura em que o presidente da UEFA, Michel Platini, de 57 anos, admitiu ponderar apresentar-se à próxima eleição.

O comité executivo deu, por outro lado, o seu "apoio total" a uma resolução que endurece as sanções contra o racismo e a discriminação, que incluem a perda de pontos nas competições e que será submetida ao congresso na sexta-feira. Para "harmonizar as sanções ao nível mundial", a resolução prevê um "avanço a dois níveis", refere um comunicado da FIFA. "Para uma primeira ou ofensa menor, as sanções - advertência, multa e/ou jogo à porta fechada - serão aplicadas. Para os reincidentes, ou em caso de incidente grave, sanções como perda de pontos ou exclusão de uma competição deverão ser aplicadas", precisa o texto do comité de reflexão da FIFA.

O documento indica ainda que "toda a pessoa (jogador ou dirigente) que cometa ofensas (racistas ou discriminatórias) deve ser suspenso no mínimo por cinco jogos, com interdição do estádio".