FIFA: Alemanha fala em começar de novo

FIFA: Alemanha fala em começar de novo

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha disse que a FIFA precisa de um novo começo após a reeleição do suíço Joseph Blatter, dias depois de um caso de corrupção no organismo que tutela o futebol mundial.

"O futebol, como um todo, sofreu uma derrota amarga em Zurique", disse Frank-Walter Steinmeier, em declarações ao jornal diário alemão Die Welt.

O governante disse que o "futebol é uma parte da cultura mundial" e que, "em todo o mundo, memórias de grandes momentos são partilhadas por milhões de adeptos", considerando que "essa devia ser a herança real da FIFA".

"Tenho sérias dúvidas de que a FIFA seja capaz de superar esta gigante tarefa sem um novo começo. A distância entre as maquinações dos dirigentes e os jogadores, treinadores, pais, árbitros e adeptos (...) não podia ser maior", afirmou.

Na quarta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

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Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 12 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol.

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA, ganhas pelo suíço Joseph Blatter, que tinha como adversário Ali bin Al-Hussein, da Jordânia.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Catar.