FIFA abre processo disciplinar a desacatos provocados por húngaros e albaneses

FIFA abre processo disciplinar a desacatos provocados por húngaros e albaneses

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Lusa

Em Londres, seguidores da Hungria envolveram-se em desacatos com a polícia quando esta entrou na bancada para deter um espetador suspeito de abuso racial, obrigando as autoridades a resposta, inclusivamente utilizando cassetetes.

As federações da Hungria e da Albânia vão ser alvo de um processo disciplinar por parte da FIFA depois dos desacatos provocados pelos seus adeptos em diferentes jogos de qualificação para o Mundial'2022.

"Após uma análise dos relatórios dos jogos, a FIFA abriu um processo disciplinar em relação aos desafios das eliminatórias do campeonato do Mundo da FIFA Inglaterra-Hungria e Albânia-Polónia", anunciou o órgão que regula o futebol mundial.

Em Londres, seguidores da Hungria envolveram-se em desacatos com a polícia quando esta entrou na bancada para deter um espetador suspeito de abuso racial, obrigando as autoridades a resposta, inclusivamente utilizando cassetetes.

No incidente no desafio que terminou em empate 1-1 no estádio de Wembley foram identificados também cidadãos polacos, uma vez que bandeiras do país estavam no setor da Hungria e algumas das pessoas nessa bancada envergavam camisolas de vários clubes do país.

Problemas com os seguidores húngaros, incluindo racismo, no jogo com os ingleses, em Budapeste, já tinha obrigado a Hungria a receber, no sábado, a Albânia em encontro à porta fechada.

Na altura, a FIFA ameaçou repetir o castigo em caso de reincidência.

Quanto aos problemas em Tirana, o jogo foi interrompido depois de Karol Swiderski ter marcado o único golo do encontro, aos 77 minutos, para a Polónia treinada por Paulo Sousa, em virtude dos adeptos albaneses terem arremessado diversos objetos, incluindo uma garrafa que terá acertado no futebolista.

"A FIFA condena veementemente os incidentes em ambas as partidas e gostaria de afirmar que a sua posição continua firme e resoluta em rejeitar qualquer forma de violência, bem como qualquer forma de discriminação ou abuso", vincou a FIFA.

O organismo com sede na Suíça recordou que tem "tolerância zero muito clara contra um comportamento tão repulsivo no futebol".