Falsos árabes burlaram o Getafe

Disfarçavam-se de xeques do Dubai e do Egito para prometerem, a clubes e empresas espanholas, investimentos milionários que nunca chegavam a troco de depósitos bancários.

A polícia da região espanhola da Catalunha desarticulou uma rede de burlões, constituída por seis espanhóis e um dominicano, que se intitulavam intermediários de xeques árabes milionários, do Dubai e do Egipto, e extorquiram dinheiro a várias empresas, enganando ainda dois clubes de futebol, entre os quais o Getafe.

Ángel Torres, presidente do Getafe, foi contactado pela referida organização no decurso da época finda, em nome de um xeque árabe apostado em investir no clube. Prometia uma injeção de capital no montante de 10 milhões de euros desde que o clube se mantivesse na primeira Liga e não apresentasse dívidas. As negociações entre as duas partes avançaram até ao ponto de os falsos árabes entregarem dois cheques a Torres e este verificar que os mesmos não tinham provisão.

A mesma rede chegou a fechar um acordo com o FC Palafrugell, de Girona, na Catalunha, numa cerimónia encenada no centro de Barcelona, a que não faltou um falso xeque (um empregado de mesa brasileiro disfarçado de árabe, mais tarde descoberto pela polícia). Para dar maior credibilidade ao negócio, no dia seguinte eram publicadas na internet várias fotos do suposto investirdor árabe a assinar o contrato.

Mais de 70 empresas catalãs terão sido burladas pelos falsos milionários árabes que ofereciam não só créditos avultados como planos de viabilidade e de investimentos que nunca se concretizavam, exigindo em troca garantias bancárias.

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