Covid-19: estádio do Maracanã transforma-se em hospital de campanha

Covid-19: estádio do Maracanã transforma-se em hospital de campanha
Redação com Lusa

O governo estadual espera que a instalação esteja pronta para receber doentes dentro de duas semanas, período em que se espera um aumento do número de infetados no país com o novo coronavírus.

O estádio do Maracanã vai transformar-se num hospital de campanha para tratar doentes infetados com o novo coronavírus, informou esta quinta-feira o governador do estado brasileiro do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

O governo estadual espera que a instalação esteja pronta para receber doentes dentro de duas semanas, período em que se espera um aumento do número de infetados no país com o novo coronavírus.

Atualmente os números no Brasil situam-se nos 2.497 casos ativos de infetados e 60 mortos.

Com capacidade para 78.000 pessoas, o Estádio do Maracanã é um símbolo da história do futebol mundial, habitual casa do Flamengo, e sede da final do Mundial de 2014 e da abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio'2016.

Foi também sede do Mundial de 1950, palco do célebre maracanaço, quando na final o Uruguai deu a volta ao marcador (2-1) e conquistou o título mundial em pleno Maracanã.

Outros estádios no Brasil, como o Pacaembu, em São Paulo, abriram portas aos doentes com a covid-19, mas de baixa gravidade, enquanto os casos mais graves são reencaminhados para as unidades de cuidados intensivos no sistema de saúde.

O ​​​​​​​Corinthians, São Paulo e Santos também ofereceram as suas instalações à rede médica, e em Belém, o Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, serve de albergue temporário para os sem-abrigo, como medida que visa mitigar, junto dos mais vulneráveis, o contágio.