Comentam a política de empréstimos do Real Madrid e dão ex-FC Porto como exemplo

Comentam a política de empréstimos do Real Madrid e dão ex-FC Porto como exemplo
Redação

Emblema merengue tem habitualmente vários jogadores cedidos, cenário que se acentuou com a pandemia de covid-19.

A pandemia de covid-19 veio alterar o cenário de transferências milionárias, tendo o empréstimo passado a ser o recurso mais utilizado pelos clubes. O Real Madrid, por exemplo, tem Kubo, Reinier, Mayoral, Bale, Brahim, Vallejo e Ceballos cedidos, mas apenas Brahim vem estando em especial destaque.

O emblema merengue tem ao longo dos últimos anos sido um dos clubes a apostar numa política de empréstimos, que correu especialmente bem em cinco casos, segundo o jornal Marca: Casemiro - "repescado" após uma "grande campanha no FC Porto" -, Lucas Vázquez, Asensio, Carvajal e Morata.

O mesmo diário desportivo espanhol falou com várias figuras sobre a política de empréstimos dos "blancos", sendo que a opção do clube é praticamente unânime: pode resultar se bem aplicada.

"Há muitos casos positivos. Carvajal, Negredo, Soldado, Javi García, Granero, Arbeloa, eu próprio... Fomos vários que regressámos ao clube. No Real Madrid há muitos jogadores e nem todos podem voltar, mas se alguém voltar e se se sair bem, já vale a pena", começou por afirmar Rubén de la Red, antigo jogador do Real Madrid.

"Bale, James, Kubo, Lunin, Reinier? Todos eles têm muita qualidade. Mas é difícil acertar. Não sabex para que equipa deves ir. Quando estás no Real Madrid, estás numa bolha e depois quando sais a experiência é diferente. Tens de fazer o teu próprio caminho", continuou.

"De um lado está o treinador, que te dá minutos quando acha oportuno, e do outro está o jogador. Por exemplo, Ceballos, Mariano quando foi para o Lyon ou agora Odegaard, viram que precisavam de minutos e pediram para sair. Os tempos nem sempre são os mesmos", concluiu De la Red.

"É um tema muito antigo. Grandes clubes como o Real Madrid têm uma grande quantidade de bons jogadores, para os quais a equipa B talvez seja pequena e têm de crescer fora. O risco é que o miúdo não cresça. Sair acarreta sempre um risco e é importante acertar, mas acho que a política de empréstimos sensatos é positiva. Eu mesmo posso ser exemplo, que saí três anos, e foi muito útil", afirmou, por seu lado, Vicente del Bosque.