Bola de Ouro: afinal, onde poderá estar o segredo para a vitória de Messi?

Bola de Ouro: afinal, onde poderá estar o segredo para a vitória de Messi?

O argentino, que falhou o prémio de melhor da UEFA, ganhou a sexta Bola de Ouro

O argentino Lionel Messi apenas conquistou coletivamente em 2019 a Liga espanhola, mas o que fez individualmente devolveu-o ao lugar mais alto do futebol mundial, com a conquista da sexta Bola de Ouro.

Depois de já ter sido eleito pela FIFA, num The Best respeitante à época 2018/19, o jogador do Barcelona também convenceu os jornalistas votantes para o galardão da revista francesa France Football correspondente ao ano de 2019.

Numa altura em que o ano ainda não fechou, Messi, de 32 anos, soma 46 golos e 17 assistências, em 54 jogos, com uma percentagem de vitória de 68,5%, entre os embates pelo 'Barça' e a seleção argentina.

Em termos individuais, o argentino falhou o prémio de melhor da UEFA, conquistado pelo central holandês Van Dijk, do Liverpool, mas, além do galardão da FIFA, ganhou a sua sexta Bota de Ouro e foi o rei dos marcadores da Champions.

A sexta vitória de Messi, depois de 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015, explica-se muito pelos seus números, dos quais nenhum outro jogador ficou sequer próximo, mas também pelo acumular de exibições de grande nível, umas atrás das outras.

Destaque, em particular, para a sua cada vez mais aprimorada qualidade nos livres diretos: em 2019, já marcou sete, mais do que qualquer equipa.

A ausência de títulos coletivos foi a sua única falha, se bem que tenha conquistado a Liga espanhola, a prova que pauta a regularidade, que não fica em causa por um dia mau ou um azar, mas consagra invariavelmente os melhores.

O Barcelona dominou o campeonato espanhol, uma constante na 'era' Messi -- dois consecutivos, quatro dos últimos cinco, cinco dos últimos sete e oito dos últimos 11 -, e, a determinada altura, parecia capaz de arrebatar tudo.

A segunda mão das meias-finais da Champions acabou, porém, de forma inesperada, com os sonhos de mais uma temporada épica para os lados da Catalunha, face ao desaire por 4-0 em Liverpool, após um feliz 3-0 em casa.

Nesse disse, em Anfield Road, o Barcelona ficou fora da Champions - um ano depois de semelhante deceção, em Roma, com um 0-3 depois de um 4-1 - e da época, acabando por não ter força mental, depois, para superar o Valência na final da Taça.

Para Messi, a época só fechou na Copa América, prova que uma Argentina em renovação conseguiu um positivo bronze, ao bater o Chile a fechar - com o 10 a somar a segunda expulsão da carreira - depois da eliminação nas meias-finais face ao anfitrião Brasil, num embate com arbitragem polémica.

Na presente temporada, o argentino lesionou-se logo no primeiro treino e só foi titular pela primeira vez no Barcelona em 24 de setembro, mas, desde que isso aconteceu, só num de 14 jogos não conseguiu marcar ou assistir.

Em 2019/20, soma, para já, 13 golos e nove assistências, em 16 encontros, com o Barcelona já nos 'oitavos' da Champions e na liderança da Liga espanhola. Pela Argentina, terá nova Copa América em junho/julho, uma nova oportunidade.