Árbitras brasileiras manifestam-se em campo contra agressão a colega

Árbitras brasileiras manifestam-se em campo contra agressão a colega
Redação

Gesto da equipa liderada por Edina Batista será repetido nos próximos jogos do principal campeonato brasileiro, em função da violência cometida sobre Rodrigo Crivellato

Em reação pública à bárbara agressão ao árbitro Rodrigo Crivellato, num jogo recente do futebol secundário brasileiro, a equipa de arbitragem liderada por Edina Batista manifestou-se, antes do início do desafio Fluminense-Atlético GO, contra o incidente.

Previamente ao apito inicial do duelo relativo ao Brasileirão, ocorrido no sábado, a árbitra principal e correspondentes assistentes ajoelharam-se no relvado do Maracanã e ergueram, respetivamente, o apito e as bandeirolas durante alguns segundos.

Este gesto da equipa liderada por Edina Batista será, por ordem da Confederação Brasileira de Futebol, repetido nos próximos jogos do principal campeonato brasileiro, medida essa aplicada em função da violência cometida sobre Rodrigo Crivellato.

O juiz amador foi, na passada segunda-feira (dia 4) agredido em pleno campo durante o jogo entre Guarani-VA e São Paulo-RS, relativo à segunda divisão do Campeonato Gaúcho, por um jogador da equipa forasteira por ter sido punido com cartão amarelo.

Ao observar a admoestação, William Ribeiro, entretanto detido pela polícia e acusado de tentativa de homicídio, atirou Rodrigo Crivellato para o relvado e desferiu-lhe um pontapé na cabeça, tendo deixado o juiz inconsciente e a necessitar de apoio médico.

Segundo a avaliação hospitalar, o árbitro "correu risco seríssimo de lesão na coluna cervical e cabeça". Entretanto, saiu do hospital para o qual foi transportado e mantém-se a recuperar no próprio domicilio. O jogador visado mantém-se preso.