Havertz: "Desde cedo que sinto uma relação especial com burros"

Havertz, avançado do Chelsea

 foto AFP

Palavras de Kai Havertz, avançado alemão do Chelsea.

Kai Havertz cumpre a terceira temporada ao serviço do Chelsea e atravessa um bom momento em termos pessoais, com um golo em cada um dos últimos três jogos que realizou pelo clube londrino.

"Ninguém me pode dizer que não dou 100% em campo. Num momento, todos estão chateados comigo, não marco, não jogo bem, o 'Chelsea tem de me vender'. Agora, marco e toda a gente diz que sou o melhor. Adoram-me, mas daqui a duas semanas voltam a odiar-me. Independentemente de tudo, chego a casa e a minha namorada ainda me pede para meter a loiça na máquina de lavar", afirmou o internacional alemão, com bom humor, ao The Guardian.

Numa conversa descontraída, revelou ainda que se identifica com um animal: o burro. Algo que já vem desde a infância. "Desde cedo que sinto uma relação especial com burros. É um animal muito calmo e à vezes revejo-me neles porque também sou muito calmo. Relaxam o dia inteiro, não fazem muito, só querem viver as suas vidas. Sempre os amei. Quando perdia, ia ter com eles. Olhava para os burros e via algo humano neles. Era um tipo de recuperação, um lugar onde estava em paz", contou.

Havertz recordou também os 80 milhões pagos pelo Chelsea ao Bayer Leverkusen. "Eu era o jogador mais caro do Chelsea. Não entendo como se paga tanto dinheiro, mas é normal no futebol: vejam as nossas transferências recentes. Isso traz pressão porque as pessoas pensam que és o Messi. Eu ainda tinha 20, 21 anos. As pessoas não veem isso; elas veem o preço, então você tem que ser ótimo desde o primeiro dia. Você pode sentir isso, a tensão. Você lê e ouve", vincou. "Lampard contratou-me, conversámos e, mesmo que não tenha corrido bem para ele, ajudou-me. Por isso, estou agradecido. Tuchel trouxe uma ideia diferente do futebol. Todos os centímetros contam. É de topo. Chegar e vencer a Liga dos Campeões em seis meses diz tudo", prosseguiu.