Alegada vítima: "Mendy disse-me que já teve sexo com mais de 10 mil mulheres"

Benjamin Mendy

 foto EPA

Lateral esquerdo do Manchester City enfrenta oito acusações de violação, uma de abuso sexual e outra de tentativa de violação, apresentadas por sete mulheres.

Prossegue o julgamento de Benjamin Mendy, lateral esquerdo do Manchester City, que enfrenta oito acusações de violação, uma de abuso sexual e outra de tentativa de violação, apresentadas por sete mulheres, no tribunal de Chester, em Inglaterra.

Esta quinta-feira, uma das alegadas vítimas do internacional francês, campeão do Mundo em 2018, revelou que, após ter sido alegadamente violada por Mendy, ele disse-lhe que "já teve sexo com mais de 10 mil mulheres", passando, de seguida, a detalhar os horrendos momentos que passou na sua mansão.

Segundo conta, a denunciante conheceu Mendy num bar em outubro de 2020, indo posteriormente à sua casa. Aí, Mendy violou-a, alegadamente, por três vezes, apesar de ter dito recorrentemente que não queria ter sexo com ele. O tempo total do ataque terá sido cerca de 15 minutos.

"Ele disse-me: 'Não digas a ninguém e podes vir cá todas as noites'. Como se fosse um privilégio ter sexo com ele. Senti que foi o dia mais longo da minha vida. O meu corpo estava tenso, só sentia dor", relatou, acrescentando que Mendy tirou-lhe o telemóvel e trancou-a numa das salas de pânico da sua mansão, antes de lhe exigir que se despisse.

"Eu disse-lhe: 'Ouve, eu quero o meu telemóvel, não sei o que achas que se está a passar. Não quero ter sexo contigo. A resposta dele foi: 'A porta está fechada de qualquer forma'", concluiu.

O jogador, que está suspenso pelo Manchester City desde que as acusações foram efetuadas, arrisca uma pena de prisão de cinco a 20 anos de prisão, não estando ainda descartado um cenário de prisão perpétua.