Alex Ferguson acusado de viciar Manchester United-Juventus a troco de um relógio de ouro

Alex Ferguson acusado de viciar Manchester United-Juventus a troco de um relógio de ouro

Empresários responde na justiça inglesa por esquemas fraudulentos assumidos numa investigação jornalística. Os acusados negam todos os crimes. As revelações que se ouviram no tribunal são surpreendentes.

Três anos depois de uma investigação jornalística do Daily Telegraph ter posto o empresário Pino Pagliara a contar uma série de esquemas fraudulentos no futebol profissional inglês, o caso está agora em tribunal, onde foi recuperada a acusação feita a Alex Ferguson: "Viciou um Manchester United-Juventus com um agente que lhe deu um Rolex de ouro". O italiano também afirmou, então, que o ex-treinador do clube de Old Trafford recebia dinheiro de transferências de jogadores, como esta quinta-feira foi recordado no julgamento, seguido pelo The Sun.

Há cerca de três anos, uma equipa de jornalistas de investigação liderada por Claire Newell pôs o empresário a falar sobre os bastidores do campeonato mais valioso do mundo. "Há uma coisa com que posso sempre contar e é a ganância dos treinadores", diz Pino Pagliara, hoje com 64 anos, à empresária sentada ao lado dele num restaurante de Manchester, sem saber que está a ser filmado. A jornalista fez-se passar por responsável de uma firma interessada em investir no futebol. O italiano e um outro agente, Dax Price, quiseram impressioná-la com o conhecimento profundo dos bastidores, e foi nesse processo que revelou a suposta viciação de um Manchester United-Juventus a troco de um relógio de ouro a Alex Ferguson, a quem disse já ter pago noutras ocasiões.

Pagliara, recordou a acusação, em tribunal, contou como também Antonio Conte, então treinador do Chelsea, negociava dinheiro nas transacções. Chamava-lhe "café". "E não estamos a falar de um café duplo", ironiza o empresário, a vangloriar-se diante da jornalista.

Todos os arguidos negaram já os crimes de que estão acusados.