Acusação de assédios sexual e moral em clube brasileiro: "Perguntou-me se eu gostava de sexo a três"

Acusação de assédios sexual e moral em clube brasileiro: "Perguntou-me se eu gostava de sexo a três"
Redação

Irmão do presidente do Náutico, equipa da série B do campeonato brasileiro, é apontado como assediador.

Um caso de assédios sexual e moral, causado por um funcionário do Náutico, equipa da série B do campeonato brasileiro, tem causado polémica no futebol brasileiro. Irmão do presidente e responsável pelo departamento financeiro do clube, Errisson Rosendo de Melo é apontado como o autor de diversos casos de abusos a funcionárias.

O caso veio a público na segunda-feira, quando Tatiana Roma, agora ex-diretora do clube, usou as redes sociais para expor os assédios. Ela também levou o caso à polícia. "Ele perguntou-me se eu gostava de sexo a três e disse que minhas sardas davam 'tesão'", contou Tatiana. "Ele chegou junto de um funcionário de segurança e disse para não fazer nada que eu mandasse porque eu era uma imprestável", acrescentou.

De acordo com o Globoesporte, os casos teriam ocorrido há três anos, no primeiro semestre de 2018, que corresponde ao início do primeiro ano da gestão do presidente Edno Melo, irmão do acusado. A mesma fonte revelou esta quarta-feira que outras funcionárias mulheres também sofreram o mesmo assédio.

"Ele dava beijos de cumprimentos no rosto da minha filha quase no canto da boca. A minha filha ficava horrorizada. Sou adepta do Náutico e as minhas filhas sempre frequentaram o clube", contou ao repórter João de Andrade Neto uma ex-funcionária.

O caso está sob investigação.