"A equipa encarregada de vigiar Maradona durante 24 horas vai ter problemas"

"A equipa encarregada de vigiar Maradona durante 24 horas vai ter problemas"
Redação

Jornalista que lançou, em primeira mão, a notícia da morte do astro, concedeu entrevista ao jornal Marca.

A Justiça argentina abriu um inquérito na sequência da morte de Diego Maradona para averiguar se existiu algum tipo de negligência médica em relação ao astro argentino e, este domingo, o diário Marca publica uma entrevista ao jornalista que lançou, em primeira mão, a notícia do óbito, na quarta-feira.

As palavras de Julio Chiapetta, editor de desporto do diário Clarín, não são meigas e adensam as suspeitas em redor de uma eventual situação dúbia em redor do falecimento de "El Pibe".

"A minha fonte disse-me algo que creio que não aconteceu: que Diego se tinha levantado e, depois de voltar a deitar-se, teve a paragem cardíaca. Eu acho que Diego morreu durante a noite, no sono. Foi para a cama às 23h00 de terça-feira e já não acordou. Jonny, o sobrinho dele, foi o último a vê-lo com vida. A enfermeira que tratava dele disse que a empresa para a qual trabalha a obrigou a dizer que o viu vivo às seis da manhã. Se houve negligência? Não sei, mas penso que a equipa médica encarregada de vigiar Maradona durante 24 horas, em três turnos, vai ter problemas. Nem sequer tinham um desfibrilhador em casa! Parece-lhe normal? Não me parece, principalmente para um paciente que tem antecedentes cardíacos e vinha de uma operação complexa", atirou Chiapetta, que revelou ter chorado durante "meia-hora" logo após saber da notícia.