Catar garante que "todos serão bem-vindos" no Mundial e desvaloriza "céticos"

Catar garante que "todos serão bem-vindos" no Mundial e desvaloriza "céticos"
Alexandre Dionísio

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O secretário-geral do Comité organizador do Mundial do Catar mostrou convicção em que o país consiga responder a todas as necessidades que um torneio desta dimensão vai implicar.

Hassan al Thawadi, secretário-geral do Comité organizador do Mundial do Catar, desvalorizou na quinta-feira o ceticismo em torno da capacidade do país para acolher a prova, frisando que todas as necessidades serão respondidas.

"O Catar há muito que passou a fase de responder aos cépticos sobre a sua capacidade de organizar o Campeonato do Mundo. Desde o primeiro dia, estávamos confiantes de que as nossas acções no terreno provariam a todos a capacidade do Catar para organizar um grande torneio", afirmou, em declarações à agência de notícias catari QNA.

A menos de dois meses do arranque da prova (20 de novembro, com um Catar-Equador), os oito estádios criados para a prova estão finalizados, mas ainda existem várias questões centrais que assombram o evento, incluindo a nível de transportes e alojamento para os adeptos visitantes.

Uma delas diz respeito aos trabalhadores migrantes do país, sendo que várias organizações não governamentais já apelaram ao Catar para indemnizar quem esteve envolvido na construção dos estádios, devido aos inúmeros relatos de mortes e falta de condições humanas.

O respeito pelos direitos da comunidade LGBTQ+ também é um tema que está a fazer correr tinta no Catar, uma vez que a homossexualidade é punida no país com uma pena que pode ir até sete anos de prisão, mas o respetivo Emir, na terça-feira, prometeu que todos os visitantes serão recebidos "sem discriminação".

O Mundial de 2022 será disputado no Catar, entre 20 de novembro e 18 de dezembro.