Emoção até ao fim: Argentina e Polónia seguem para os "oitavos", México e Arábia Saudita eliminados

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 foto AFP

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México esteve na luta pelo apuramento até perto do fim do jogo, mas foi a Polónia a seguir em frente.

A Argentina e a Polónia apuraram-se esta quarta-feira para os oitavos de final do Mundial'2022, num final dramático do Grupo C, juntando-se à surpresa Austrália, que acompanha a França na poule D e segue em frente.

Num final impróprio para cardíacos, as decisões no Grupo C quase penderam para a diferença no critério disciplinar, isto é, no número de cartões amarelos de cada equipa, mas um golo de Salem Al Dawsari, a fazer o 2-1 para a Arábia Saudita contra o México aos 90+5, resolveu o assunto.

Antes, Henry Martín, aos 47, e Luis Chávez, magistral na cobrança de um livre direto, aos 52, tinham feito sonhar os mexicanos, liderados pelo argentino Gerardo Tata Martino.

A antiga seleção de Martino, a Argentina, alimentava este sonho frente à Polónia, ao confirmar o apuramento e em primeiro lugar, com seis pontos, à boleia de Mac Allister, aos 46, e Julián Álvarez, aos 68, num triunfo que poderia ter sido mais confortável.

Em Doha, ainda assim, o capitão Lionel Messi falhou uma grande penalidade, ainda na primeira parte, num jogo em que Lewandowski, do outro lado, também pouco se viu.

Apesar das esperanças em Lusail, foram mesmo os polacos a seguir em frente, com quatro pontos, fruto de uma vantagem nos golos (2-2 contra 2-3), deixando por terra o México e a Arábia Saudita, que somou três e também vai para casa.

Se os argentinos foram campeões do mundo em 1978 e 1986, e não se ficam pela fase de grupos desde 2002, os polacos não avançavam desta ronda desde 1986, então quatro anos depois da segunda medalha de bronze conseguida (a primeira foi em 1974).

Antes, a última ronda do Grupo D trouxe duas surpresas, uma delas a qualificação da Austrália, que eliminou uma Dinamarca pobre e apagada ao longo das três jornadas desta fase, com apenas um empate e duas derrotas.

O golo de Mathew Leckie, aos 60 minutos, colocou os socceroos nos "oitavos" pela segunda vez na sua história, depois de 2006, na Alemanha, quando perderam 1-0 nos descontos graças a um penálti de Francesco Totti, ao serviço da eventual campeã mundial Itália.

A outra surpresa veio no jogo da líder, e campeã em título, França, que entrou apurada na última ronda, mas caiu ante a Tunísia, país africano que se tornou independente dos franceses em 1956.

O herói dos africanos foi Wahbi Khazri, aos 58, e os tunisinos ainda sonharam, mas precisavam da ajuda do outro jogo, no qual a única nação da Oceânia foi mais forte e avança.

Estão já definidos quatro jogos dos "oitavos", com Argentina e Austrália a defrontarem-se por um lugar nos "quartos", em que estarão França ou Polónia. Já estavam confirmados o Países Baixos-Estados Unidos e o Inglaterra-Senegal.

Na quinta-feira, ficam definidos outros grupos, com quase tudo em aberto: na poule E, a Espanha lidera com quatro pontos, batendo-se com o Japão, segundo com três, os mesmos da Costa Rica, que defronta a Alemanha, surpreendentemente em último, com apenas um.

No Grupo F, a vice de 2018, Croácia, soma os mesmos quatro pontos de Marrocos, fechando esta fase com um duelo europeu ante a Bélgica (três pontos); o Canadá, já eliminado, bate-se com os marroquinos.