Exclusivo O olhar de Luís Freitas Lobo sobre o City-PSG: a vitória do Pep estratega

O olhar de Luís Freitas Lobo sobre o City-PSG: a vitória do Pep estratega

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CONUNTO >> O City parece uma equipa com onze médios tal a forma como todos participam em todos os momentos do jogo. De Ederson ao avançado de faixa Mahrez, o ataque começa na defesa

No gelo, neve e relva revolta, era quase impossível os jogadores equilibrarem-se tecnicamente (para a execução perfeita) mas era obrigatório equilibrarem-se tacticamente (para se posicionarem bem no jogo). A ausência de Mbappé retirava, da raiz do estilo de jogo, o contra-ataque como explosão ofensiva temível do PSG.
O confronto descia, assim, para um plano táctico de jogo mais posicional em ataque organizado.

Sem medo, o 4x3x3 parisiense assumiu-se com Icardi a n.º 9 e Neymar livre para inventar, enquanto Di Maria, temporizando na relação ala-zona interior, era quem pensava mais o último passe, à frente de um triângulo de médios (Paredes-Herrera-Verrati) disposto a pressionar e ganhar espaços em zonas altas. Pochettino adaptava a estratégia à ausência de Mbappé e assim entrou tacticamente bem no jogo.
A ironia foi, cedendo a iniciativa da posse, ver o City começar esperando mais na expectativa para depois esticar rapidamente a profundidade na transição defesa-ataque. Guardiola manteve o duplo-pivot (desta vez Fernandinho-Gundogan) que lhe deu esta época o upgrade defensivo dos grandes jogos e preparou os laterais para serem alas de saída (onde a opção Zinchenko deu mais cultura de posse desde a esquerda) libertando Foden para diagonais de organização até ao meio, a terra dos "falsos 9" na qual De Bruyne-Bernardo Silva foram vagabundos da táctica com... técnica.