Champions prova que o dinheiro das equipas gera mais pontos

Champions prova que o dinheiro das equipas gera mais pontos
António Barroso

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Dados da consultora KPMG comprovam que o valor financeiro das equipas tem real importância no desempenho competitivo

A classificação final dos oito grupos da atual edição da Liga dos Campeões comprovou o que muitas vezes se diz ser conversa de mau perdedor: existe relação factual entre o poderio financeiro e o desempenho desportivo.

Segundo os dados recolhidos pela consultora internacional KPMG, através do seu departamento Football Benchmark, as duas equipas mais ricas de cada grupo qualificaram-se para os oitavos de final da Champions, relegando as menos endinheiradas para a Liga Europa (as terceiras classificadas) ou para fora das competições europeias.

Entre as duas primeiras classificadas, só não venceram as mais ricas nos grupos A, com o PSG (985M€) à frente do Real Madrid (1.239M€), no B, onde o Bayern de Munique (910M€) ficou à frente do Tottenham (941M€), e no H, com o Valência (408M€) à frente do Chelsea (921M€), embora com os mesmos pontos.

Tal pode ser verificado na publicação que abaixo replicamos, e que está ordenada em função do valor dos plantéis de cada grupo, que tem por base uma avaliação feita em setembro.

Até no que diz respeito aos terceiros classificados, a relação é sintomática, pois das oito equipas que caíram para a Liga Europa - Benfica inclusive -, apenas no Grupo A vingou a menos poderosa financeiramente: o Club Brugge (82M€), que ficou à frente do Galatasaray (121M€). de resto, entre terceiros e quartos, ficaram à frente as equipas mais valorizadas financeiramente.

Entre as que foram eliminadas da Champions e que têm valores acima de algumas das que ficaram (entre estas, a menos valiosa é a Atalanta, com 230M€), nota para os alemães do Bayer Leverkusen (386M€/Grupo D), os italianos do Inter de Milão (551M€/Grupo F), o Benfica (282M€/Grupo G) e os holandeses do Ajax (384M€/Grupo H).

Por mera curiosidade, nota para a diferença entre o mais e o menos valorizado: Real Madrid (1.239M€) e o Slávia de Praga (41M€). Quase mil e duzentos milhões de euros a separar as duas realidades