Um ano de Mourinho na Roma: "Em Itália sinto-me feliz, desta vez foi diferente e queria ficar"

Um ano de Mourinho na Roma: "Em Itália sinto-me feliz, desta vez foi diferente e queria ficar"
Redação

Declarações de José Mourinho à revista Esquire, a propósito do primeiro ano à frente da Roma

A Roma: "Eu sempre digo que os centros de treino são os mesmos em todo o mundo e a vida que você leva é sempre a mesma. Você entra às 7h30 e sai às 18h30. Então, desse ponto de vista, pouco muda se você mora numa cidade incrível como Roma ou numa cidade fria, escura e escondida. Mas o que mudou na minha vida é que neste clube me sinto bem e tenho um bom relacionamento com todos. Em Itália estou feliz."

Conquista da Conference League: "Foi realmente inesquecível. Quando ganhámos a Liga dos Campeões com o Inter não fui para Milão porque queria ir para o Real Madrid e tive a sensação de que se eu voltasse eu nunca mais iria embora. Desta vez foi diferente, eu queria ficar em Roma e continuar com este clube. Em momentos como esse você entende que não ganha para si mesmo, que não é uma alegria pessoal. As pessoas são tudo, elas devolvem-te do tamanho do que você fez e você sente-se parte de uma família verdadeiramente especial."

Outra tatuagem? "No futebol acho que não vou fazer outras. Isso prometi a todos, a ideia era fazer uma tatuagem única, que só eu poderia ter: as três taças europeias que ganhei. A próxima eu poderia fazer se o meu filho ou a minha filha tivessem uma menina ou um menino, seria um presente especial e uma tatuagem poderia ser uma boa maneira de comemorar."

Itália e a Serie A: "Em Itália encontrei uma liga emocionante e competitiva, onde os jogadores também vêm da Premier. Hoje os restantes clubes são melhores. Há treinadores com muitas ideias, que jogam um futebol ofensivo e ambicioso. Depois há equipas, como a Roma, que também estão a crescer num sentido mais amplo, como clube, trazendo cada vez mais adeptos para o estádio, com grandes possibilidades de evoluir para melhor".

Itália fora do Mundial de novo: "Se você amar o futebol é difícil de aceitar. Cresci nos anos 70 e 80 e você pode imaginar como era a Itália naquela época. A azzurra sempre foi uma referência. Trabalhando aqui, luto para entender o que aconteceu, porque está cheio de jogadores bons, mesmo que ainda sejam poucos os que vão para o exterior. Recuso-me a aceitar o argumento de pouco talento, isso não é verdade. Na Itália existe talento".

Paragem pelo Mundial: "É uma situação nova para todos e teremos que cometer o mínimo de erros possível. Já estamos a trabalhar, discutimos, estudamos e procuramos soluções que nos possam expor ao mínimo a riscos".