Mourinho diz que não é "estúpido" e atira: "Há muita gente a rir..."

Mourinho diz que não é "estúpido" e atira: "Há muita gente a rir..."
Redação

Declarações de José Mourinho, treinador da Roma, na conferência de antevisão ao jogo com o Nápoles, às 17h00 deste domingo, a contar pela 9.ª jornada do campeonato italiano.

Nápoles: "Nápoles? Não é um ponto de viragem (o Nápoles tem nove pontos a mais). Estamos a fazer um campeonato positivo, com atuações mais positivas do que os resultados. Temos 15 pontos, merecíamos mais. Penso na vitória. A partida será difícil, eles venceram todos os (oito) jogos e estão bem."

Bodo/Glint no passado: "O jogo de quinta-feira não está esquecido, mas prefiro perder um jogo por 6-1 do que perder seis por 1-0. Zaniolo e Karsdorp estão prontos para jogar. A mesma equipa que jogou com a Juve vai jogar."

Mais sobre a Conference League: "Um resultado como o do Bodo acontece uma vez na vida, mas o único responsável ​​sou eu. Nem os jogadores, nem ninguém. Decidi jogar com uma equipa que tinha grande risco de perder o jogo. Não pensei num desastre daqueles, mas a responsabilidade continua a ser minha. Fiz isso por medo de lesões, pelo relvado sintético e porque não tenho dois jogadores para cada posição. Errei e a responsabilidade é minha."

Repercussão: "Há muita gente a rir do que eu fiz com a Roma. Os Friedkins (donos da Roma) receberam tantos erros que outros cometeram. Tiago Pinto (diretor desportivo) o mesmo. Os proprietários gastaram muito dinheiro para fazer bem, limpar o clube e tentar criar condições para um projeto que precisa de tempo. Quando alguém diz que Mourinho não está feliz, é mentira e ela não poderia ser maior. Mourinho quer mais jogadores? Sim, como todos. Mourinho quer jogadores do mesmo nível? Sim, como todos, mas não sou estúpido. Tenho todo o respeito pelos Friedkins e por Tiago Pinto. Aceito a situação e compreendo."

Apagar o passado: "Para mim, um 6-1 com o Nápoles não apagaria nada, não apaga os meus erros. Da próxima vez com o Bodo, a equipa de sempre vai jogar, e se alguém se lesionar é uma pena. Aqui trabalhamos muito, mas herdámos uma cicatriz emocional de um registo de lesões que nunca tinha visto na minha vida. Uma das grandes coisas que temos de melhorar é isto e trabalhamos muito. O jogo de quinta-feira deu-me a oportunidade de descansar um pouco os rapazes e deixar outros jogadores. Na Ucrânia fiz algumas mudanças, mas ainda havia Smalling, Ibanez, Pellegrini, estávamos equilibrados. Com o Bodo pensei em deixar mais jogadores descansar, mas enganei-me. Lamento."