Exclusivo Paulo Sousa em entrevista: "Temos a ambição de conseguir algo extraordinário"

Paulo Sousa em entrevista: "Temos a ambição de conseguir algo extraordinário"
António Pires

Tópicos

Sem se colocar em bicos de pés, o selecionador polaco coloca uma fasquia alta em termos de ambição, mesmo reconhecendo que a Polónia não é uma das favoritas para o Euro prestes a começar.

Paulo Sousa assinou a 21 de janeiro contrato com a federação polaca motivado por grandes desafios: participar no Europeu e levar a Polónia até onde nunca chegou, mudando, ao mesmo tempo, a cultura futebolística e o modo de jogar. Um desafio imenso, apresentado por Boniek e que o conquistou, como conta em entrevista a O JOGO.

O que o motivou a aceitar o convite para treinar a Polónia?
-Sobretudo, o primeiro contacto do presidente da federação Boniek, um ícone do futebol mundial, e a forma como ele direcionou a nossa primeira conversa. Parte do seu tempo vivia em Roma, portanto, possivelmente teria um bom conhecimento do futebol que foi praticado pela Fiorentina quando eu treinava lá, e com feedbacks de pessoas que trabalharam comigo, até para perceber a minha capacidade de liderança. Mostrou vontade de mudança em todos os sentidos, deixou claro o que desejava para a seleção e para os jogadores polacos. A sua primeira chamada direta, sem nenhum filtro, agradou-me imenso. Apreciei a oportunidade de poder treinar num campeonato europeu, para qualquer treinador é algo de extraordinário. Depois, houve um nome que me saltou de imediato à cabeça: Lewandowski. Teria a possibilidade de treinar um dos melhores jogadores do mundo, o atual melhor. Tivemos dois ou três dias para amadurecer a ideia, ficar com um maior conhecimento do que era a seleção polaca, ver os últimos jogos, perceber os pontos fortes. Depois foi tudo muito simples de resolver entre mim e o Boniek.