Ricardo Carvalho: "Queremos ser primeiros do Grupo"

Ricardo Carvalho: "Queremos ser primeiros do Grupo"

O jogador mais velho da competição, com 38 anos, acredita que Portugal vai vencer os dois jogos que tem pela frente

Ricardo Carvalho está otimista quanto ao futuro de Portugal na competição, pese o empate desmoralizador frente à Islândia (1-1).

O experiente central, de 38 anos, que milita no Mónaco, deu uma entrevista à uefa.com na qual falou das ambições lusas no Europeu de França.

Como viu o jogo com a Islândia?

Começámos bem o jogo, criámos oportunidades de golo, tivemos mais posse de bola e conseguimos marcar. Na segunda parte, tivemos ainda mais oportunidades para fazer o segundo golo, não marcámos e acabámos por sofrer. O futebol é assim, quando não se marca corre-se sempre o risco de sofrer - foi o que aconteceu, infelizmente. Ainda assim a equipa esteve sempre unida, deu o melhor para tentar chegar à vitória e penso que fizemos o suficiente para ganhar.

Depois de ver o jogo da Áustria frente à Hungria, o que espera da seleção austríaca?

Não vi o jogo da Áustria frente à Hungria. A verdade é que quando se perde o primeiro jogo o segundo é mais decisivo, portanto é muito importante para a Áustria. Mas mais importante do que pensar na Áustria e respeitá-la, temos que nos concentrar na nossa equipa e dar o nosso melhor para vencer.

Pensa que será uma equipa mais perigosa após a derrota na jornada inaugural?

Cada jogo é um jogo. Nós também empatámos. A Áustria mostrou que é uma boa equipa frente à Hungria, apesar da derrota. É um jogo importante para a Áustria como o é para nós. Mas mais relevante é focarmo-nos em nós, porque penso que dependemos mais de nós próprios.

As contas do grupo estão em aberto. Pensa que Portugal ainda pode terminar em primeiro lugar?

O nosso primeiro grande objetivo é passar, depois é passar em primeiro. Sentimos a obrigação de passar, e conseguirmos o apuramento em primeiro seria ótimo. Começámos com um empate, agora temos dois jogos pela frente e há que pensar em vencê-los.

O jogo será em Paris, onde é esperada enorme presença de adeptos portugueses. Pensa que o apoio pode ser uma motivação extra?

É impressionante. Quando chegámos ao estádio e vimos a moldura humana que lá estava, foi fantástico. Os portugueses que estão fora de Portugal vivem intensamente quando veem a seleção - têm saudades do país - e ver os jogadores para eles é uma alegria enorme. Espero que nos continuem a apoiar; tenho a certeza que em Paris vai ser igual, que estarão connosco, e nós tudo faremos para que tenham mais alegrias.