"Quero é golos, não importa se com o pé ou com a mão"

"Quero é golos, não importa se com o pé ou com a mão"

Fernando Santos falou em conferência de imprensa e mostrou confiança na capacidade concretizadora da Seleção, garantindo que Portugal não voltará a ficar em branco.

Jogo com a Hungria: "Este jogo é uma final. Uma vitória apura Portugal, com uma fortíssima possibilidade de ser primeiro. Antecipámos as nossas finais. Sabíamos que a primeira era no dia 26 [oitavos de final], mas vamos antecipá-la já".

Falta de sorte: "Não gosto de falar de sorte ou azar. Não se pode definir o jogo assim. Às vezes é "galo". Se pensarmos só da exibição, Portugal esteve muitíssimo bem, com a falha de não ter finalizado. O futebol tem isto, às vezes a bola não entra, mas não podemos resumir a isto. Transformámos a equipa da Áustria numa equipa que parecia fraca. Os comentários vêm nesse sentido e isso é mérito da nossa equipa. Transformámos uma equipa com bons jogadores numa equipa que essencialmente tentou defender".

Urgência de marcar: "É a primeira vez em que a equipa não consegue marcar golos. Em oito jogos oficiais marcámos sempre. Não se vai repetir, é a minha convicção, mas também pelo caudal de jogo que a equipa tem apresentado. As oportunidades não podem sempre ir ao lado. Temos alguma dificuldade em praticar um tipo de jogo mais feio e às vezes fica a sensação de termos medo disso. Não me importo de ser feio, já o sou por natureza, quero é que os golos entrem, não importa se com o pé ou com a mão".

Alterações para o jogo com a Hungria: "Temos de mostrar atitude frente a um Hungria que é diferente. Um ponto é-lhes suficiente e por isso vão encarar o jogo de forma diferente. Isso pode levar a algumas alterações para desmontar o cenário que a Hungria pode criar".

Libertar os jogadores de pressão: "Procuramos fazer o que treinamos, procurar de forma simples fazer alguns exercícios em que os jogadores façam golos com naturalidade. Muitas vezes a confiança é que influencia um jogador. Quando vês que há muita ansiedade, o correto é libertar os jogadores disso e dizer que o golo vai aparecer".

Tarde livre: "Estava prevista esta folga. Não é folga no sentido literal da palavra, mas este momento de descompressão estava previsto para que os jogadores pudessem estar com as famílias. Acho que é importante mantermos estes momentos independentemente dos resultados. É importante quebrar rotinas, são muitos dias seguidos, mas sem tirar o foco dos jogadores, que é ganhar, ganhar, ganhar, mas é muito importante a frescura mental".