Movimento #MeToo deu o mote para a denúncia de Cristiano Ronaldo

Movimento #MeToo deu o mote para a denúncia de Cristiano Ronaldo

Advogados de Kathryn Mayorga revelaram que a norte-americana encontrou "coragem" para denunciar o craque português através do movimento #MeToo.

O movimento #MeToo, que denuncia as agressões sexuais cometidas por homens com poder, foi quem deu a Kathryn Mayorga a "coragem" de denunciar o português Cristiano Ronaldo, disseram na quarta-feira, em conferência de imprensa, os advogados da alegada vítima.

Aquele movimento "e as mulheres que se exprimiram e denunciaram os abusos sexuais deram a Kathryn muita coragem e permitiram-lhe apresentar uma participação cível", segundo o escritório de advogados que representa Kathryn Mayorga, uma norte-americana que afirma que Ronaldo a violou em 13 de junho de 2009 durante uma festa num hotel de Las Vegas, estado norte-americano do Nevada. O jogador negou, na quarta-feira, a acusação.

À data, a queixosa denunciou a presumível violação à polícia de Las Vegas e foi submetida a um exame médico. Os seus advogados informaram que na ocasião a sua cliente informou que o futebolista português seria o alegado agressor.

O escritório de advogados vai apresentar uma ação civil contra Ronaldo pelos crimes de violação sexual, tentativa de assédio sexual, coação para fraude, agressão a uma pessoa vulnerável, conspiração, difamação, abuso de processo, tentativa de silenciar o caso, tentativa de concretizar um acordo de não divulgação, negligência e violação de contrato.

Assim que for notificado, o internacional português da equipa italiana Juventus terá 20 dias para responder à queixa.

Os advogados de Mayorga referem ainda que a mulher terá sofrido distúrbios emocionais na sequência do incidente, tendo ficado frágil e sofrido de depressão. A situação terá ainda levado a suposta vítima a pensar em suicídio, bem como ao abuso do álcool, perda do emprego e com relações pessoais afetadas.

Argumentam também que a mulher foi conduzida a um especialista, que lhe diagnosticou uma disfunção pós-traumática e uma depressão, consequência da alegada violação por parte de Cristiano Ronaldo.

Kathryn Mayorga alega que terá sido coagida a assinar um acordo de confidencialidade a troco de cerca de 325 mil euros (375 mil dólares), assentimento que agora os seus advogados consideram não ter valor legal.