Em Espanha insistem em Ronaldo e agora apontam uma solução para o negócio

Em Espanha insistem em Ronaldo e agora apontam uma solução para o negócio

Merengues podem recuperar o internacional português com um contrato de curta duração.

Em Espanha, sucedem-se as notícias que apontam Cristiano Ronaldo ao Real Madrid, onde já esteve de 2009 a 2018, referindo, contudo, a imprensa que o peso dos impostos pode ser um problema. Agora, todavia, surge um dado novo quanto à questão fiscal.

O Real Madrid pode contornar a situação e assumir o elevado custo de recuperar Ronaldo, existindo uma condição para que a contratação seja vantajosa para ambas as partes. Ou seja, um contrato de apenas um ano seria a solução, já que uma norma fiscal permite ao clube e ao jogador uma redução considerável no caso de um vínculo de curta duração.

"Se o Real Madrid der a Cristiano um contrato de um ano, o português seria considerado não residente em Espanha, pois não passa 183 dias do ano civil aqui. Sendo não residente, evita-se pagar 50% de o seu salário em Madrid e também outras receitas relativas a patrocínios ou património. Como não residente, pagaria 19% apenas sobre o seu salário em Madrid. Para o clube a vantagem é que assumiria um custo menor e o jogador não pagaria nada por direitos de imagem no exterior", explicou ao jornal As o advogado especialista em Direito Desportivo Toni Roca.

Face a esta norma fiscal, o Real Madrid poderia pagar a Ronaldo o mesmo que ganha na Juventus, 31 milhões de euros líquidos, desembolsando para isso 40 milhões, um valor semelhante ao que lhe pagou no anterior contrato, em termos brutos, já que na altura Ronaldo ganhava apenas 20 milhões.

Em Itália, existem benefícios fiscais para clubes e jogadores da Serie A e estes pagam, inclusive, apenas cem mil euros pelos direitos de imagens obtidos fora do país, independentemente da receita, por isso Toni Roca acrescentou: "O campeonato espanhol é o que tem pior regime tributário, não tem nenhum tratamento especial para atrair talentos."