
Final do Arsenal-Burnley foi dramático e o treinador, depois de expulso, ainda deu um "chega para lá" ao quarto árbitro
Nos descontos de um jogo em que, nas próprias palavras, esteve "mais calmo do que é habitual", Arsène Wenger foi protagonista de cenas pouco habituais nele: foi expulso por protestar o penálti que, aos 90"+3", deu o empate a um ao Burnley e depois, quando alertado pelo quarto árbitro de que não podia ficar à boca do túnel a assistir aos minutos finais, deu-lhe um empurrão. Felizmente para os gunners, Alexis Sánchez fez o 2-1 aos... 90"+8".
"Lamento tudo [o que aconteceu]. Devia ter ficado calado e ido para casa, peço desculpa por não o ter feito", disse o francês após o encontro, sublinhando não ter dito nada de "maldoso" para ter recebido ordem de expulsão. "Disse algo que se ouve todos os dias no futebol. Em geral, nove em cada dez vezes não se é expulso por isso", referiu.
A Imprensa inglesa recordou, no entanto, antecedentes do género que levaram a federação de futebol daquele país a agir disciplinarmente. Alan Pardew, por exemplo, foi suspenso por dois jogos e multado em 20 mil libras (23 mil euros ao câmbio atual) em 2012, quando treinava o Newcastle, por ter empurrado o árbitro assistente numa partida com o Tottenham.
Nas imagens televisivas, vê-se Wenger a trocar umas palavras com o quarto árbitro logo após a expulsão; depois, quando este se dirigiu a ele para lhe lembrar que não podia permanecer na entrada do túnel, o técnico empurra o juiz, sendo curiosa a reação de um dos seguranças no local, que discretamente se mete entre os dois.
