"Vinícius Júnior tem mais insultos porque se converteu num líder contra o racismo"

Vinícius Júnior discute com Otamendi após acusar Prestianni de racismo
Real Madrid
Opinião de Javier Tebas, presidente da LaLiga, após o extremo brasileiro do Real Madrid ter protagonizado mais um caso de alegado racismo na Luz, acusando Gianluca Prestianni
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Javier Tebas, presidente da LaLiga, defendeu esta quarta-feira Vinícius Júnior após o extremo brasileiro ter protagonizado mais um caso de alegado racismo no Benfica-Real Madrid (0-1), primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, acusando Gianluca Prestianni, que acabou suspenso preventivamente para o jogo da segunda mão, que será disputado esta noite (20h00) no Bernabéu.
Um dia depois de se ter reunido com dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para troca de ideias, Tebas considerou que o facto de Vinícius ter sido alvo de pelo menos 25 casos de racismo, segundo o Globo Esporte, desde 2021, é um sinal da importância que ganhou nos últimos anos na luta contra a discriminação no futebol.
"Com o caso do Vinícius, demos conta de que não fazíamos o suficiente. Havia uma situação que tínhamos de mudar. Não podemos continuar iguais. Acredito que esse trabalho terá de ser feito em mais competições. Creio que Vinícius tem mais insultos racistas porque se converteu num líder contra o racismo. É um homem muito claro nesse aspecto, não tem dúvidas, é valente nas suas manifestações, nas suas atitudes, nos seus feitos, na sua luta contra o racismo. É muito por essas circunstâncias", apontou, em entrevista ao "ge".
Com a LaLiga a não poder castigar adeptos ou jogadores por episódios de racismo, de acordo com a legislação de Espanha, Tebas defendeu ainda que os clubes responsabilizados neste tipo de casos devem ser penalizados com o encerramento de bancadas ou mesmo jogos à porta fechada. No passado, o dirigente também já sugeriu a perda de pontos no campeonato como sanção.
"Que possamos fechar arquibancadas. Se existe o insulto racista e [os autores] não são identificados pela massa adepta... O autor é quem insulta, mas o outro encobre. É o que há, por permitir. Fechar as arquibancadas, em alguns casos o estádio, que seja. Mas fechar as arquibancadas seria muito importante. Tem de se extinguir do estádio a figura que insulta. E também, do lado de fora do estádio, quando se identificam grupos de adeptos perfeitamente, de qual grupo organizado são, ter a capacidade de os impedir de entrar no estádio pelo que fizeram do lado de fora", vincou.

