
A proximidade entre os bancos, como sucede em muitos estádios, é responsável, garante o francês, pelos confrontos entre treinadores.
A acesa discussão entre Steve Bruce e Gustavo Poyet, treinadores de Hull City e Sunderland, na passada terça-feira deu o mote para um comentário, num registo bem-humorado, embora sério, de Arsène Wenger. O treinador do Arsenal, que já protagonizou diversos momentos de tensão - física, até - com treinadores adversários, disse que o problema deste tipo de acontecimentos é a proximidade entre os bancos.
O francês, que já se envolveu em picardias com técnicos como Alan Pardew, Martin Jol e, mais recentemente, José Mourinho (chegaram a empurrar-se, esta época), foi confrontado com o porquê deste tipo de cenas entre treinadores e sugeriu, entre sorrisos: "Talvez seja preciso construir um muro entre os bancos." Mais a sério, comentou: "Trata-se de incidentes isolados. O ideal seria comportarmo-nos todos de forma perfeita."
O treinador dos gunners sublinhou que "quanto maior for a distância, melhor", explicando que, caso contrário, toda a gente fala com o quarto árbitro, facilmente gerando situações polémicas e "fisicamente explosivas". "Nos estádios modernos, é muito melhor. No Emirates, temos zero incidentes, pois estamos muito afastados uns dos outros", disse ainda.
