
Rui Vitória
EPA
Treinador português orienta o Al Wasl
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Treinador do Al Wasl desde fevereiro, Rui Vitória abordou os momentos de preocupação que são vividos nos Emirados Árabes Unidos, embora realçando que a situação é, por enquanto, de aparente normalidade.
"Bem, o que eu posso dizer da nossa situação é que é uma situação estranhamente normal. E porquê? Porque efetivamente nós sabemos o que é que está a acontecer, mas, na prática, e em relação a nós, nós temos feito uma vida muito normal. Ontem treinámos, ontem andei no meio da cidade, hoje também, de manhã, tive de ir ao meio da cidade e andar no trânsito, e um trânsito imenso, como é normal aqui no Dubai. Agora estou a preparar-me para ir novamente treinar, sem qualquer limitação", afirmou.
"No início, há uns três dias, ouviu-se e sentiu-se esse normal frenesim que aconteceu, mas também nada muito direto connosco. Agora estamos a fazer o nosso dia a dia de uma forma mais ou menos normal. Por isso esperemos que não passe disto, que as coisas tenham tendência a melhorar. Também já estamos com o nosso calendário marcado para os próximos dias e, portanto, vamos ter jogo no fim de semana. Foram anulados estes jogos com o Al Nassr para a Liga dos Campeões, mas vamos depois prosseguir para a próxima semana. Na próxima quinta-feira a seguir já temos jogo marcado, portanto as coisas estão a decorrer desta maneira. Eu sei que por aí a apreensão é grande e as pessoas estão, efetivamente, preocupadas, como nós também estamos apreensivos, mas o que eu posso dizer, no meu ponto de vista mais particular, é que temos prosseguido com a nossa vida e temos feito a nossa vida de uma forma muito normal. Esperamos que assim continue e que isto passe o mais rapidamente possível", completou o técnico.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão confirmou a morte de Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou 40 dias de luto.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado.
O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

