
Fábio Poço/Global Imagens
Desde que Fernando Santos apostou na dupla Cristiano Ronaldo-André Silva, as goleadas surgiram com naturalidade. São eles a face visível da mudança na qualificação. Este sábado há jogo com a Hungria.
São 16 os golos que Portugal marcou nos últimos três jogos na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2018, na Rússia. É certo que os adversários são de menor nomeada, casos de Andorra (6-0), Ilhas Feroé (6-0) e Letónia (4-1), mas a história do futebol português lembra que há muitos casos de escorregadelas monumentais contra seleções deste nível.
Este sábado, contra uma Hungria que tem melhorado, e muito, o seu rendimento, como se viu no último campeonato da Europa, Fernando Santos tem tudo para voltar a apostar na dupla atacante formada por Cristiano Ronaldo e André Silva, que tão boa conta tem dado nos últimos jogos. Os dois são a face visível da mudança do rendimento da Seleção Nacional desde a estreia nesta fase de apuramento, porque foi a partir do momento em que começaram a jogar juntos que os golos e as goleadas começaram a aparecer.
Antes, na jornada inaugural, na Suíça, era impossível que jogassem juntos; Cristiano Ronaldo não viajou porque estava lesionado, enquanto André Silva ainda estava a aparecer e começou no banco. E foi depois dessa derrota que o selecionador alterou o sistema, abandonando o 4x3x3 para jogar em 4x4x2, com Cristiano Ronaldo e André Silva a participarem nas goleadas: o capitão marcou sete golos em três jogos, o ponta de lança do FC Porto conseguiu quatro.
