Ronaldo aprovou mudança de Javi García para o Benfica: "Nem precisou de responder..."

Cristiano Ronaldo
AFP
Antigo adjunto e médio do Benfica chegou à Luz pela primeira vez em 2009, no mesmo verão em que Cristiano Ronaldo deixou o Manchester United pelos "merengues"
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Na véspera de o Real Madrid e o Benfica decidirem no Bernabéu quem passará aos oitavos de final da Liga dos Campeões, Javi García, que passou por ambos os clubes enquanto jogador, tendo sido ainda adjunto nas águias, falou sobre a primeira vez que rumou à Luz, no verão de 2009, com aprovação de... Cristiano Ronaldo.
Em entrevista ao jornal AS, o antigo médio-defensivo espanhol explicou que pediu conselhos ao astro português sobre os encarnados após Ronaldo ter deixado o Manchester United e reforçado o gigante "merengue", onde García cumpriu formação, naquele mercado.
"Foi no verão em que o Madrid contratou o Cristiano. Estávamos em pré-época na Áustria. Coincidi com ele durante um par de semanas. Um dia saiu publicado na imprensa de Portugal que o meu destino poderia ser o Benfica. Foi de manhã e, ao pequeno-almoço, ele veio ter comigo e perguntou-me se era verdade. Aproveitei e disse: quem é melhor conselheiro do que o Cristiano para me dizer se é uma boa opção ou não para mim? Disse-lhe: 'Vou ou não vou, Cris?'. Nem precisou de me responder. Com o gesto disse-me: 'Javi, nem penses nisso'. Tinha razão", recordou.
Já sobre a longevidade do capitão da Seleção Nacional e do Al Nassr e o seu objetivo de atingir os mil golos na carreira, Javi García, que é dois anos mais novo do que Ronaldo, assumiu que sente "inveja" da mentalidade do astro português, de 41, e desejou que conquiste o grande troféu que lhe "falta".
"Tenho uma inveja saudável da sua mentalidade. Nem lhe passa pela cabeça falar da retirada. Gostava imenso que um dia pudesse ganhar um Mundial com Portugal. Merece-o. Dedicou a vida inteira a esta profissão. Gostava muito por ele. Merece-o. Não se pode ser mais profissional do que ele", vincou, dando um exemplo.
"Tenho duas filhas. A mais velha tira notas muito boas apesar de estudar pouco. A outra estuda muito e é muito aplicada, mas não tira notas tão boas. Um dia disse-me, triste, que não entendia. Expliquei-lhe o exemplo do Cristiano e do Messi. O argentino tem mais talento, está bem, mas o Cristiano tem talento e uma capacidade de trabalho descomunal. O Cristiano foi picareta e pá toda a carreira até se tornar no que é. Disse à minha filha que com trabalho e esforço se pode conseguir tudo na vida. Só com talento não se chega a lado nenhum se não se aplicar a política do esforço, como o Cristiano fez ao longo de toda a sua carreira. Admiro-o", rematou.

