
Jorge Amaral
Zidane já reconheceu não ter alternativa ao ex-FC Porto e essa vulnerabilidade tem sido constatada jogo após jogo, independentemente dos jogadores escolhidos para o meio-campo dos merengues
Em Espanha, já dão ao fenómeno o nome de uma patologia: "síndrome Casemiro". A razão de ser desta abordagem fundamenta-se na estatística. Sempre que o médio brasileiro não joga, o Real Madrid sofre, em média, o dobro dos golos. Uma insuficiência orgânica para a qual Zinedine Zidane assume não ter antídoto. "Não há mais ninguém que jogue como Casemiro É uma complicação", lamenta o técnico francês, que ainda não sabe ao certo quando poderá contar com o jogador, a recuperar de lesão no perónio da perna esquerda.
Registe-se, entretanto, a expressão numérica do impacto da ausência de Casemiro. Nos cinco jogos em que o ex-FC Porto participou nesta temporada, os merengues sofreram quatro golos (média de 0,8 por encontro), nos 11 em que ficou de fora, os campeões europeus encaixaram 16 tentos (1,5 por partida). Mas a síndrome Casemiro começou a ser diagnosticada na pretérita temporada. Em 2015/16, com Rafa Benítez e Zidane, o Real Madrid consentiu em média 0,6 golos nos desafios em que o brasileiro participou. Na sua ausência, a média foi superior a um tento sofrido por encontro.
Há outro elemento estatístico enfático da preponderância do trinco. Desde que Zizou assumiu o comando dos blancos, venceu 90 por cento dos jogos com o brasileiro no onze e apenas 61 por cento sem ele. Os três golos sofridos anteontem em Varsóvia vieram expor ainda mais a debilidade. A adaptação de Kroos à função de pivô à frente da defesa nem sempre oferece a proteção e a segurança pretendidas. O apoio de Kovacic é importante, mas nem assim os índices de eficácia são comparáveis.
