
Filipe Amorim / Global Imagens
O defesa central português reconhece que os 37 anos já lhe pesam mas diz-se pronto para ajudar Portugal a vencer, a começar pelos franceses
Ricardo Carvalho falou ontem aos jornalista, na conferência de imprensa que antecede o jogo com a França, esta sexta-feira (19h45), em Alvalade.
Apesar de se tratar de um jogo particular, Portugal quer mostrar o que vale contra um adversário que não vence há cerca de 40 anos.
"É amigável, mas como é contra a França todos queremos mostrar que somos capazes de lhes vencer. A melhor maneira de preparar o jogo de segunda feira é tentar ganhar à França, jogar bem, para depois tentar ganhar à Albânia."
Titularidade
"Espero sempre ser titular. Treino e tento estar a 100 por cento, agora compete ao míster decidir. Por mim jogaria os dois jogos, mas estou aqui para ajudar."
Refugiados
"Foi um minuto de reflexão. Queríamos passar essa mensagem para refletirmos bastante. É um período difícil, mexe sempre connosco."
Albânia
"Com os três pontos atribuídos da Albânia [referente ao jogo na Sérvia], tornou-se tudo mais dificil, mas depende só de nós. Temos é que fazer o nosso trabalho, porque depende mais de nós do que dos outros"."
Forma física
"Tenho a minha idade, o míster sabe isso, toda a gente sabe, não dá para esconder (risos). Tento sempre estar a cem por cento, é difícil jogar de três em três dias, tento sempre estar disponivel e quando estou em forma sinto que posso ajudar o grupo de trabalho".
Perigo francês
"Olho mais para os do ataque, a quem lhes reconhecemos qualidade. Jogam em grandes clubes e são todos perigosos. Temos que dar menos espaço, porque, com espaço, têm muita qualidade e são mais difíceis de travar".
Ronaldo
"É acessível, está sempre connosco, quer sempre mais e mais, e obriga-nos a estar com ele, a querermos ganhar. Cada um faz a sua parte, ele faz a dele, e isso é o mais importante, depois nós tentamos ajudar".
Jogo de 2006
"Foi bom até à meia final, depois não passámos a França. Cometi esse penálti, o que me marcou bastante. Pensei nisso durante três dias, mas vejo as coisas como um coletivo, porque também não fomos capazes de marcar e sem golos era difícil passar. Era um sonho chegar à final, queríamos ganhar, mas para isso teríamos de vencer".
