Presidente da UEFA defende novo formato da Champions: "99% das pessoas..."

Aleksander Ceferin (Créditos: EPA)
Aleksander Ceferin comentou o novo modelo da prova e admitiu algum excesso de jogos ao longo da época. "São sobretudo os jogadores bem pagos que se queixam", disse
Em entrevista ao jornal esloveno Delo, Aleksander Ceferin defendeu o novo formato da Liga dos Campeões e restantes provas europeias. "Só ouvi respostas positivas. Calculo que 99% das pessoas estão agora satisfeitas com a renovação da Liga dos Campeões. A competição é ainda mais imprevisível do que antes, ninguém sabia até ao último momento se se iria qualificar. É um sucesso perfeito, e as classificações da Liga dos Campeões são excelentes", vincou o presidente da UEFA.
Recorde-se que o antigo formato da Champions, formado por oito grupos compostos por quatro equipas, foi substituído por uma fase onde cada equipa disputou oito jogos, expandido o número de clubes na competição e o número de partidas. "O calendário está completamente cheio e não há espaço para novas competições, os jogadores estão todos muito ocupados a jogar, provavelmente demasiado. Mas, na verdade, são sobretudo os jogadores bem pagos que se queixam. A situação é complexa: os clubes precisam de mais jogos para pagar aos jogadores e aos treinadores. Se houvesse menos jogos, o negócio não seria sustentável", comentou o esloveno.
O dirigente de 57 anos abordou temas como a política internacional. "Estamos todos fartos do politicamente correto. Aqui, no mundo ocidental, a liberdade de expressão já não existe. Já não se pode dizer o que se pensa. Por um lado, há os populistas de direita que têm uma retórica simples - os migrantes estão a tirar-vos os empregos e a cometer crimes, a propaganda LGBT vai tornar as famílias inexistentes, vão destruir os vossos filhos, e por aí fora. Trata-se de uma retórica populista tão simplista que qualquer pessoa a consegue compreender. Por outro lado, quase toda a política ocidental dominante (não é nem de esquerda nem de direita) e a maioria dos meios de comunicação social dominantes dirigem-se às pessoas a partir de uma posição intelectual e arrogante", completou.
