
Victor Cuesta, capitão da Argentina, elogia a seleção de Rui Jorge que aponta como a mais forte rival do grupo e maior candidata ao apuramento
A Argentina não conta com Funes Mori e Kranevitter, as duas principais figuras que estavam nos planos iniciais de Gerardo Martino. De facto, nem sequer está presente Martino, uma vez que o selecionador argentino renunciou ao cargo logo após a derrota na final da Copa América. No Rio"2016, também não vai estar Messi, outro dos que renunciaram à seleção. Aliás, esta seleção alviceleste que vai disputar os Jogos Olímpicos não contará com todo o seu potencial, devido às inúmeras baixas motivadas pela facto dos clubes europeus e argentinos não terem cedido os seus jogadores. Dentro deste panorama, destaca-se Victor Cuesta. O central de 27 anos, do Independiente, esteve na mira do Benfica e depois de ter sido vice-campeão na Copa América Centenário foi escolhido como capitão por Jorge Olarticoechea, o campeão mundial de 1986 que assumiu de emergência o comando dos argentinos.
Como está a equipa para a estreia contra Portugal [hoje]?
-Chegámos ao Brasil um pouco cansados, pelas viagens e também pelo assalto que sofremos em Puebla, depois do particular contra o México. Mas os últimos dias permitiram-nos preparar da melhor forma a estreia. Chegar ao Brasil e sentir todo o clima que se vive cá é uma experiência única.
O que conhece da seleção portuguesa?
-Em princípio, Portugal é a equipa mais forte que vamos enfrentar na fase de grupos, com a qual vamos disputar a classificação para a fase seguinte. Tem um plantel interessante e muitos jogadores de qualidade, razão pela qual imagino que este será um jogo muito duro e exigente. Eles também são candidatos a lutar pela medalha de ouro.
Teriam preferido estrear-se diante de um rival mais fraco?
-O sorteio assim ditou. A chave é que comecemos com uma vitória para podermos encaminhar o apuramento para os quartos de final. Olarticoechea fez finca-pé para que pressionemos o rival logo à saída. E tentaremos sempre tratar bem a bola, não vamos fazer chutões e correr.
A preparação para os JO não foi fácil, houve muitas baixas, a mudança de selecionador. Qual é o vosso objetivo?
-Temos de defender a camisola da Argentina e vimos lutar com a ideia de levar uma medalha para casa. Sabemos que não será fácil, mas é essa a nossa meta. O que aconteceu já é passado. Estamos a trabalhar juntos há algum tempo e a equipa está confiante.
