Portugal fora do Mundial? A sugestão de Piers Morgan para negociar com Trump

Donald Trump
Getty Images via AFP
A par da ameaça dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, Donald Trump anunciou a imposição de tarifas adicionais a vários países aliados que se opõem àquela ambição norte-americana. Nesse âmbito, Piers Morgan recorreu às redes sociais para deixar uma sugestão que envolveria um boicote temporário ao Mundial'2026 de várias seleções favoritas à conquista do torneio, incluindo Portugal
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Depois de Donald Trump ter anunciado a imposição de tarifas adicionais a vários países que se opõem à ambição do Governo dos Estados Unidos de ganhar controlo sobre a Gronelândia, Piers Morgan, conhecido jornalista e apresentador de televisão britânico, recorreu ao X para deixar, nesse âmbito, uma sugestão que envolveria um boicote temporário de várias seleções, incluindo Portugal, ao Mundial'2026, que será organizado em solo norte-americano, juntamente com o México e Canadá.
"Talvez Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Portugal, Países Baixos, Noruega e Itália deveriam pausar a participação no Mundial, enquanto várias negociações de tarifas continuam com o Presidente Trump? Um boicote de 8 das 10 seleções favoritas à vitória poderia concentrar algumas cabeças", escreveu.
Também esta terça-feira, o presidente francês advertiu, no Fórum de Davos que a União Europeia (UE) pode ver-se forçada a utilizar o instrumento anticoerção comercial contra os Estados Unidos, perante "uma agressão inútil", o que considerou "uma loucura".
"Podemos ser colocados numa posição em que teremos de usar o instrumento anticoerção contra os Estados Unidos. Isto é uma loucura. É o resultado da imprevisibilidade e da agressão inútil", afirmou Emmanuel Macron, numa intervenção no Fórum de Davos, que decorre nesta estância da Suíça, este ano num contexto de acentuadas tensões geopolíticas e comerciais.
Discursando de óculos escuros, devido a um pequeno problema ocular, Macron exortou os outros Estados-membros da UE a não hesitarem em aplicar o instrumento anticoerção, também designado como "bazuca" comercial, um mecanismo aprovado em 2023 para proteger o bloco de pressões económicas de países terceiros.
Inicialmente pensado tendo em vista a China, aquele instrumento nunca foi utilizado até ao momento e permite restringir as atividades de empresas norte-americanas na UE.
"A Europa tem ferramentas muito poderosas e devemos utilizá-las quando não somos respeitados e quando as regras do jogo não são respeitadas", afirmou o chefe de Estado de França, um dos países europeus aos quais o Presidente norte-americano ameaça impor tarifas suplementares, devido à oposição à aspiração de Donald Trump de assumir o controlo da Gronelândia.
A atual política comercial norte-americana prejudica os interesses da UE em matéria de exportação, exigem concessões máximas em matéria de concorrência e "visam abertamente enfraquecer e subordinar a Europa", referiu Macron.
O presidente francês defendeu mesmo que, no atual contexto internacional, designadamente a agressão militar russa na Ucrânia, "não faz sentido haver tarifas" comerciais entre Estados Unidos e Europa, que provocam divisão, e ainda menos sentido faz Washington "ameaçar com tarifas adicionais".
Durante a intervenção em Davos, e sem se referir expressamente a Donald Trump, o presidente francês disse ainda preferir "o respeito em vez da violência" e "o Estado de direito em vez da brutalidade".
Esta edição do Fórum de Davos está a ser marcada pela ameaça dos Estados Unidos de se apropriarem da Gronelândia, território dinamarquês sob a égide da NATO, argumentando que a segurança e a vigilância da ilha ártica foram negligenciadas nos últimos anos e que o controlo desta podia cair nas mãos da China ou da Rússia.
A par da ameaça norte-americana sobre a Gronelândia, a imposição de tarifas adicionais, como anunciado por Trump, a vários países aliados que se opõem àquela ambição norte-americana está também a marcar a reunião.
No sábado, Trump anunciou uma taxa de importação de 10%, a partir de fevereiro, sobre os produtos de oito nações europeias que se uniram em torno da Dinamarca, incluindo França, Reino Unido e Alemanha, que seriam aumentadas para 25% a partir de 1 de junho até que se chegue a um acordo para o controlo total da Gronelândia.
O Presidente dos Estados Unidos, que regressa presencialmente a Davos seis anos depois, durante o primeiro mandato na Casa Branca (2017-2021), tem a intervenção agendada para quarta-feira, naquele que é inevitavelmente o momento mais aguardado do Fórum.
Na intervenção esta manhã (hora local), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou que a imposição de taxas adicionais pelos Estados Unidos a países europeus devido à Gronelândia "é um erro" e garantiu que a resposta da UE será "firme, unida e proporcional".
Maybe England, France, Spain, Germany, Portugal, Netherlands, Norway and Italy should all pause participation in the World Cup while the various tariff negotiations continue with President Trump? 8 of the 10 favoured teams to win withdrawing might concentrate some minds.
- Piers Morgan (@piersmorgan) January 20, 2026

