
Presença do Presidente da República no jogo obriga a cuidados adicionais, mas a operação de segurança não deverá sofrer grandes alterações
A Direção Nacional da PSP confirmou a O JOGO ter sido contactada pela Federação Portuguesa de Futebol para viabilizar a mudança do Bélgica-Portugal para território nacional. "Logo no dia 22, a Federação consultou-nos formalmente e o nosso parecer foi positivo", explicou Hugo Palma, intendente da Direção Nacional da PSP. O esquema de segurança ainda não está fechado, mas deverá decalcar o que será utilizado na próxima sexta-feira, no Portugal-Bulgária. Todavia, a presença do Presidente da República no jogo, uma novidade que se soube hoje, poderá exigir alguns cuidados acrescidos, mas ainda dentro da normalidade.
O facto de ter sido uma alteração de última hora, sublinha Hugo Palma, diminui o fator risco, o que não invalida que a atenção seja apertada, com agentes à paisana a fazer parte também da operação, como também é norma. As autoridades portuguesas e belgas já estão em contacto e, como é tradicional nestas situações, a comitiva da Bélgica será acompanhada por elementos de segurança belgas. Esse procedimento não foge ao que é regra, porque, antes de ter sido cancelado, também elementos da PSP estavam destacados para viajar com a Seleção Nacional para Bruxelas, e um deles até iria antes para verificar locais de estágio e jogo.
É habitual nestas circunstâncias as polícias dos dois países trocarem informações sobre adeptos que possam viajar para o destino do jogo. Mais uma vez, o facto de ser uma alteração de última hora não deverá obrigar a grandes sobressaltos dessa natureza para monitorizar aeroportos, por exemplo, porque não é expectável que muitos belgas viagem para Portugal com o objetivo de assistir ao encontro. Em todo o caso, os aeroportos nacionais já têm dispositivos reforçados desde que os ataques em Bruxelas determinaram um nível de atenção mais cuidado.
