"Pensei que coelho é que o Postiga iria tirar da cartola daquela vez..."

Nuno Gomes, Maniche, Pauleta e Marco Caneira
AFP
100 DIAS PARA O MUNDIAL - Nuno Gomes não esquece o que sentiu quando Hélder Postiga partir para a marca dos 11 metros
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Eliminada a Holanda nos oitavos-de-final, ficam as histórias dos últimos três jogos no Mundial"2006, na Alemanha.
Nos quartos de final, Portugal volta a ganhar nos penáltis à Inglaterra, tal como no Euro" 2004, onde o Hélder Postiga converteu um "à Panenka". Receou que ele repetisse a proeza?
-Acho que toda a gente se lembrou desse momento no Euro'2004, Fez-nos lembrar esse momento do Postiga e o do Ricardo, quando tirou as luvas para defender o penálti. Como já tínhamos eliminado os ingleses dois anos antes, isso serviu de confiança para nós. O Postiga decidiu não nos surpreender daquela vez, mas esse penálti à Panenka passou-me pela cabeça. Pensei que coelho é que o Postiga iria tirar da cartola daquela vez.
Nas meias-finais, contra a França, ficou a sensação que Portugal só foi eliminado porque não teve uma entrada forte. Concorda?
-Sim, mas na maior parte do jogo Portugal esteve por cima da França. O que contam são os golos que entram e não marcámos. Foi mais um penálti do Zidane... Tivemos mais posse de bola, mas tivemos algumas dificuldades em chegar com perigo real à baliza da França. Por outro lado, eles marcaram na única oportunidade clara que tiveram
No jogo do terceiro e quarto lugares, contra a Alemanha, o Nuno Gomes marca, mas Portugal perde, por 3-1. Que recordações guarda?
-Marquei um golo que me permitiu deixar também a minha marca pessoal no Mundial. O jogo foi realizado em Estugarda e o estádio estava cheio. Os alemães também estavam dececionados por não terem chegado à final, mas ganharam, por 3-1, com dois golos do Schweinsteiger, praticamente idênticos, com remates de fora da área, e um autogolo [de Petit]. O meu golo resultou de uma assistência do Figo. Foi a despedida dele do Mundial e o último jogo do Oliver Kahn. Portanto, foi o último golo que ele sofreu (risos). Um cabeceamento, depois de um daqueles cruzamentos típicos teleguiados do Figo. Mesmo assim, essa geração conseguiu chegar longe no Mundial, porque em 2002 fomos eliminados prematuramente na fase de grupos, e, em 1998, não participamos. Foi uma campanha muito positiva para a nossa seleção.

