
Denis Balibouse/Reuters
A Islândia encaixou 19 golos em nove jogos de preparação. Nas dez partidas na qualificação, sofreu seis...
A Islândia teve um desempenho defensivo razoável na fase de qualificação do Europeu"2016 - seis golos sofridos em dez partidas, sensivelmente a meio do ranking -, mas os encontros de preparação que realizou desde novembro revelaram um cenário diferente: 19 golos encaixados em nove ocasiões. Claro que terão sempre de existir algumas reservas nas conclusões destes números, desde logo porque, por um lado, a atitude competitiva em jogos particulares é diferente e, por outro, o treinador Lars Lagerback poucas vezes utilizou a defesa habitualmente titular na qualificação: Saevarsson, Ragnar Sigurdsson, Árnason e Skulason. Curiosamente, os golos marcados foram os mesmos, 17.
Pelos resultados, o balanço também é pouco auspicioso para o adversário de Portugal, que venceu três desafios e perdeu seis, com equipas de níveis distintos. Porém, todas as derrotas foram contra adversários teoricamente mais difíceis: Polónia, Eslováquia (ambas estão no Europeu e venceram por dois golos de diferença, respetivamente 4-2 e 3-1), Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América, Dinamarca e Noruega. Já os triunfos foram alcançados frente à Finlândia, Grécia e Liechtenstein, este no último ensaio antes da estreia, que terminou com uma goleada por 4-0. Lagerback já disse que ficaria surpreendido se não visse a verdadeira Islândia no Europeu e nunca se mostrou muito preocupado com os resultados, até porque a preparação foi afetada pelos problemas físicos de alguns jogadores. O central Kari Árnason, por exemplo, foi poupado nos últimos particulares para ser titular hoje. Resta saber se os ensaios foram só isso mesmo, ou se Portugal vai provar que a defesa nórdica já viu melhores dias.
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