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Direção do emblema mineiro não resistiu à pressão um dia depois da derrota, com o Sport, que deixa a Raposa em penúltimo lugar.
Paulo Bento deixou ontem o cargo de treinador do Cruzeiro, para o qual tinha sido contratado a 11 de maio. O técnico português, de 47 anos, sai após orientar o emblema mineiro em 17 jogos - 15 para o Brasileirão e dois para a Taça do Brasil - e com um saldo negativo de seis vitórias, três empates e oito derrotas, a última das quais no domingo passado, em casa frente ao Sport, por 2-1.
A saída foi ontem à tarde anunciada pelo clube - depois de uma reunião da Direção e decisão do presidente Gilvan de Pinho Tavares - em comunicado e não apanhou ninguém de surpresa, dado o penúltimo lugar que a equipa ocupa no campeonato, mas também pela pressão dos adeptos da raposa. Estes, no domingo, gritaram "adeus Bento" e pediram o regresso de Mano Menezes, desejo que deve concretizar-se.
Cruzeiro e Paulo Bento acertaram de forma amigável a rescisão do contrato que durava até ao final de 2017 e com o técnico saem também os seus quatro adjuntos. O acordo entre as partes prevê que o Cruzeiro continue a pagar o estipulado até ao final do contrato ou até que Paulo Bento encontre novo clube para trabalhar.
Segundo O JOGO apurou, apesar dos resultados obtidos sob o comando do treinador português, a Direção do emblema mineiro ficou agradada com os métodos de trabalho de Paulo Bento e a decisão de prescindir dos seus serviços deveu-se mais à pressão dos adeptos do que aos resultados. Uma pressão que, de resto, se foi tornando insuportável a partir do momento em que Mano Menezes ficou livre para ser contratado.
Paulo Bento, diga-se, foi sobretudo "vítima" de uma péssima eficácia ofensiva da sua equipa. E o último jogo, frente ao Sport, foi disso um bom exemplo, com a equipa a marcar apenas um golo em 28 remates. De resto, com Bento, o Cruzeiro foi a segunda equipa mais rematadora (222) no campeonato, apenas atrás do Grémio (238), mas fez apenas 24 golos em 13 jogos.
