
Na apresentação da candidatura a presidente da FIFA, Luís Figo disse que Blatter lhe "merece todo o respeito", mas entende que "são necessárias mudanças no organismo".
Luís Figo apresentou esta quinta-feira a candidatura a presidente da FIFA no Estádio de Wembley e uma das propostas avançadas é a mudança do Mundial de 32 para 40 ou 48 seleções participantes.
"A imagem da FIFA tem-se deteriorado nos últimos anos. Muitas pessoas dizem-me que o futebol precisa de mudar. Não sou daqueles que se sentam comodamente e nada fazem. Acredito num novo estilo de liderança que pode restaurar a transparência", defendeu. "Joseph Blatter merece o meu respeito, tal como os outros candidatos, teve alguns comportamentos positivos, mas acho que são necessárias mudanças no organismo. Acredito que há boas ideias, sobretudo ao nível dos comités executivos, se for presidente vou respeitar todos os líderes que encontrar pela frente e o trabalho desenvolvido", acrescentou.
Ainda na apresentação do manifesto, Figo declarou: "Sou o que sou devido ao futebol, sou independente e nada devo a quem quer que seja. Por isso, posso concentrar-me apenas no futebol. Amo o futebol, essa é a principal razão porque me candidato. Não tenho ideias preconcebidas e tenho esperança que vou ter apoios suficientes para ganhar as eleições no dia 29 de maio", considerou.
Baseado no lema da sua candidatura "é altura de devolver ao futebol tudo o que o futebol me deu", Luís Figo explicou uma das propostas do seu manifesto: "O futebol é a minha paixão desde criança. Sempre fui muito feliz e afortunado por ter tido a chance de jogar e treinar desde tenra idade. Infelizmente esta oportunidade não existe para a maioria das crianças em todo o Mundo. O meu foco, como presidente da FIFA, será garantir que mais crianças, rapazes e raparigas, tenham a mesma oportunidade que eu tive, melhores infraestruturas e melhores condições de treino".
