
AFP
Embaixador do Irão em Madrid garante que a seleção iraniana não tem problemas em dirigir-se para os Estados Unidos para disputar o Mundial, apesar dos ataques ao país dos últimos dias
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Reza Zabib, embaixador do Irão em Madrid, reagiu esta segunda-feira aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao seu país.
Em declarações ao jornal AS, o embaixador recusou comentar a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, deixando uma palavra para as vítimas: "São momentos muito difíceis. Vamos prestar homenagem às 100 meninas assassinadas. Inocentes que perderam a vida".
Sobre um possível boicote do Irão ao Mundial'2026, que se disputará nos Estados Unidos, México e Canadá, Zabib garantiu: "O Irão irá ao Mundial, temos direito a estar lá. EUA? Não temos problemas, iremos".
Refira-se que a seleção iraniana está inserida no Grupo B do Mundial, juntamente com a Bélgica, Egito e Nova Zelândia, tendo jogos agendados nas cidades norte-americanas de Inglewood (Califórnia) e Seattle (Washington).
Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que respondeu com ataques aos países vizinhos, sobretudo os que têm bases norte-americanas.
Na primeira onda de ataques contra Teerão, as forças conjuntas mataram dezenas de dirigentes iranianos, incluindo Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989.
Estados Unidos e Israel alegaram ameaças iminentes do Irão para a ofensiva, apesar de estar a decorrer um processo de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que a ofensiva visava o derrube do regime da República Islâmica e apelou aos iranianos para que assumissem o poder após o fim da intervenção militar.
Teerão respondeu à ofensiva dos EUA e de Israel com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Os Estados árabes do Golfo alertaram que podiam retaliar contra o Irão após os ataques que atingiram locais importantes e mataram pelo menos cinco civis, enquanto a França, a Alemanha e o Reino Unido admitiram poder juntar-se às forças norte-americanas.

