Indeciso, Mourinho não consegue escolher o onze ideal e o melhor do mundo

REUTERS/Eddie Keogh
Instado a falar sobre os prémios FIFA que serão entregues na segunda-feira, o treinador do Manchester United revelou uma faceta muito indecisa.
Poucos diriam, mas José Mourinho também é um homem cheio de dúvidas. O treinador do Manchester United concedeu uma entrevista ao site da FIFA, na qual aborda os prémios que serão entregues na segunda-feira pelo organismo que tutela o futebol mundial, referentes ao melhor jogador do mundo, melhor treinador e melhor onze.
Desafiado a definir um onze com os melhores jogadores que já treinou, Mourinho optou por lançar vários nomes para o ar, acabando por não se decidir:
"Sempre me neguei a dar onze nomes e assim continuarei. Com tantos jogadores que deixaram a pele em campo, como vou escolher uns e deixar outros de fora? Vítor Baía, Cech, Júlio César... Como escolher um? Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Materazzi, John Terry... Como optar? Essien, Sneijder, Matic, Costinha, Maniche, Xabi Alonso, Lampard... Nunca vou responder a essa questão, porque não esquecerei os meus companheiros de batalha", garantiu.
Quanto ao prémio The Best, que será atribuído ao melhor jogador do mundo pela FIFA, Mourinho também não abriu o jogo, não referindo sequer Cristiano Ronaldo:
"Não sou amante de prémios individuais. As equipas é que ganham jogos, e os jogadores não têm tanta importância como a equipa. Não estou contra os prémios, mas uma semana depois da cerimónia já está em marcha a campanha da próxima", afirmou, elogiando o trabalho de Fernando Santos ao leme da Seleção Nacional... e também de Zidane e Ranieri, os candidatos ao galardão de melhor treinador de 2016.
"Os três merecem estar ali porque conquistaram troféus importantes e são três bons amigos. Ranieri operou um milagre, o Fernando tornou um sonho realidade e o Zidane venceu a Liga dos Campeões", rematou, conciso na análise.
