Igor Tudor trocou guarda-redes aos 17 minutos: "Treino há 15 anos e nunca o fiz"

Igor Tudor
EPA
Treinador do Tottenham admitiu que ter colocado o guarda-redes Antonín Kinsky a titular contra o Atlético de Madrid foi um erro, depois de o ter substituído aos 17 minutos, ao fim de três golos sofridos
Leia também "A morte do Jorge Costa chocou-me, chorei em casa dois dias"
Após o Tottenham ter sido goleado em casa do Atlético de Madrid (5-2), na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, Igor Tudor admitiu que ter colocado o habitual guarda-redes suplente dos "spurs", Antonín Kinsky, a titular neste jogo foi um erro.
O jovem guardião checo, de 22 anos, teve um autêntico pesadelo de jogo, tendo sido substituído por Guglielmo Vicario aos 17 minutos de jogo, após ter sofrido três golos em nove minutos, dois dos quais com culpa direta, saindo destroçado do campo.
No final da partida, o treinador do Tottenham assumiu que errou ao ter colocado Kinsky neste jogo, falando da sua substituição precoce como algo necessário para proteger a equipa num momento de grande fragilidade. Refira-se que, cinco minutos após a entrada de Vicario, os "spurs" sofreram mais um golo.
"[Kinsky a titular] Depois de ver o que aconteceu, foi uma decisão errada. Mas antes era a decisão certa. Com uma mudança de competição, era o momento certo. Infelizmente, aconteceu o que aconteceu. Nunca mudei um guarda-redes aos 20 minutos. Isto acontece muito raramente, treino há 15 anos e nunca fiz isto. Foi necessário fazê-lo para preservar o jogador e a equipa. O Tony é um bom guarda-redes. Foi a decisão certa. Falei com o Tony depois. Disse-lhe que ele é o homem certo, um bom guarda-redes, mas infelizmente isto acontece num jogo destes... erros grandes. Aquele início foi demais para nós, ainda por cima neste momento em que estamos frágeis, fracos", explicou.
Sobre o jogo em si e o seu próprio futuro no banco do Tottenham, que agravou uma série de seis derrotas seguidas e luta para não descer na Premier League, Tudor apontou que este não é um momento para grandes explicações, queixando-se, ainda assim, de muito azar diante dos "colchoneros".
"Em momentos destes, não precisamos de comentar ou falar demasiado. Jogo estranho, oferecemos-lhes três golos. Começámos bem e depois os problemas mataram-nos. Muito estranho, muito invulgar. Tirou-nos a confiança com que começámos. Tivemos uma oportunidade para fazer 4-2, depois sofremos o 5-1. Pedimos desculpa aos adeptos, a todos. Parece que tudo está a correr mal. Mesmo no final, dois jogadores a sair [lesionados]. Parece que tudo está contra nós. Precisamos de continuar a trabalhar, não falar demais, focar no que podemos fazer. É difícil de explicar, é a primeira vez que vejo isto na minha carreira. Precisamos de ganhar e manter a positividade. Não se trata de mim, de explicar demais. Precisamos de manter a calma e falar menos. Agora não é momento para grandes explicações. Mantemo-nos calmos e continuamos", vincou.

